Irrigação – Alta produtividade do abacaxi gera maior renda

Crédito Citrus Killer

Publicado em 10 de agosto de 2015 às 19h00

Última atualização em 10 de agosto de 2015 às 19h00

Acompanhe tudo sobre Abacaxi, Água, Colheita, Gotejamento, Hortifrúti, Irrigação, Mulching, Rentabilidade e muito mais!

 

José Roberto Silva

Engenheiro agrônomo, coordenador técnico regional da EMATER-MG e especialista em abacaxi

jroberto@emater-mg.gov.br

Crédito Citrus Killer
Crédito Citrus Killer

O investimento inicial para o cultivo do abacaxi, para o produtor que já possui as mudas para o plantio, gira em torno de R$ 13 mil a R$15 mil por hectare com irrigação, contando que cada fruto leva de um a dois anos (e meio) para ficar maduro, e pode ser vendido de R$ 1 a R$ 1,40.

O custo de produção é relativamente alto, entretanto, se produtor investir na irrigação terá mais chances de antecipar e fazer a produção render e alcançar mais facilmente a rentabilidade.

Irrigação

O sistema de irrigação mais comum e econômico utilizado no abacaxi é a aspersão convencional. Todos os sistemas podem ser recomendados, mas ultimamente, devido à escassez de água, o mais recomendável é o sistema por gotejamento, de preferência sob o “mulching“.

Investimento x retorno

O investimento varia de acordo com o sistema de irrigação. O de aspersão convencional fica mais econômico, no entanto, atualmente o mais adequado e racional seria o gotejamento, que fica em torno de R$ 5.000,00 por hectare.

Esse sistema traz como ganho principal a antecipação da colheita, uma vez que a irrigação acelera o desenvolvimento e crescimento vegetativo das plantas, encurtando o ciclo do abacaxizeiro, com a vantagem de contribuir para a melhor uniformidade da produção e ganho de peso/tamanho dos frutos, o que reflete no aumento da produtividade em termos de quilos por hectare.

Como o abacaxi muitas vezes é comercializado por quilo e classificado por tamanho, o produtor acaba tendo um diferencial na rentabilidade bastante significativo, compensando investir nessa tecnologia, o que pode representar um ganho de até 30% a mais em relação ao de sequeiro.

Muitas vezes, dependendo do preço alcançado no mercado, o abacaxicultor paga o investimento já na primeira produção.

Essa matéria você encontra na edição de julho da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira a sua.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Tecnologia não substitui a escuta, o próximo nível do agro passa por entender melhor cada realidade

2

Com novidades no portfólio, Bayer apresenta soluções integradas para a cotonicultura no 15º Congresso Brasileiro do Algodão

3

Curso de Gestão de Empresas Pecuárias aborda margem e rentabilidade do negócio

4

Feedlot Summit Brazil 2026: Eficiência na pecuária deixa de ser apenas produzir mais e foca passa margem de lucro, qualidade de carcaça e gestão

5

Mercado de bioinsumos deve fechar 2026 com alta de até 7% em valor e 10% em volume

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Cacau - Créditos: Shutterstock

Cacau recua em correção técnica e mercado monitora El Niño, aponta Hedgepoint

WhatsApp-Image-2026-08-27-at-14.39.34 (Pequeno)

Produção de cenoura no verão requer gestão de risco para ganhar previsibilidade

Slabs com o Substrato para Morango M2, da Agrofior (Registro MAPA PR 001890-0.000012): Detalhe da bolsa (esq)., carga de frutos – frutos sem contato com a terra – na lavoura comercial em túnel plástico (dir.)

Do canteiro à calha: o substrato que sustenta a nova era do morango brasileiro

Ju_20260914_Tecnologia-para-goma-de-cajueiro-igor-alisson-Capa

Cajueiro ganha nova possibilidade de aproveitamento com tecnologia da Unicamp