Plantas daninhas interferem no desenvolvimento do eucalipto

Crédito Caio Carbonari

Publicado em 4 de fevereiro de 2017 às 07h47

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h55

Acompanhe tudo sobre Adubação, Braquiária, Carvão, Celulose, Consorciação, Dessecação, Eucalipto, Glifosato, Herbicida, Injuria, Madeira, Oliveira, Silvicultura e muito mais!

 

 

Paulo Henrique Leite Machado

Graduando em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA)/BachelorofAgriculturalSciences – Universityof Adelaide (UofA) ” Austrália e membro do Grupo de Estudos em Herbicidas, Plantas Daninhas e Alelopatia (GHPD)

paulohleitem@gmail.com

Marcos Vinícius de Oliveira Gonçalves

mviniciusgon@hotmail.com

Celso Magalhães de Lima Dias

celsocmld@yahoo.com.br

Graduandos em Agronomia pela UFLA e membros do GHPD

Crédito Caio Carbonari
Crédito Caio Carbonari

O manejo de plantas daninhas é de extrema importância para o melhor desenvolvimento e produção de uma cultura, seja ela anual ou perene. No caso do eucalipto, uma espécie exótica anteriormente rejeitada por muitos produtores e que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro, o manejo de plantas daninhas deve ser realizado de forma distinta ao controle em plantas anuais e com especificidades à cultura.

Este tipo de manejo em culturas como a do eucalipto torna-se extremamente importante, pelo fato de a presença dessas plantas comprovadamente influenciar de forma negativa sobre o diâmetro e matéria seca de caules e ramos do eucalipto, de onde podem ser extraídas suas matérias-primas, como o carvão, madeira e celulose. Consequentemente, as mesmas aumentam o custo final de produção, oneram as atividades e reduzem drasticamente a produção.

Manejo adequado

São três os principais métodos empregados no manejo dessas plantas daninhas, que buscam minimizar a competição com o eucalipto. Esses métodos são o químico, realização de roçadas mecanizadas periodicamente e roçadas manuais.

Contudo, a escala de produção, aliada ao custo elevado da mão de obra e/ou escassez da mesma, fazem com que a opção pela utilização de herbicidas seja uma alternativa mais barata, de grande praticidade e que viabiliza o controle das plantas infestantes rapidamente.

O manejo com o herbicida começa pela dessecação da área cerca de 10 a 20 dias antes do plantio. O método com melhor custo x benefício é a utilização de controle químico por meio da aplicação de um herbicida não seletivo, sendo o glifosato o ingrediente ativo que atua de modo análogo, tendo, assim, amplo espectro de controle na área. Essa etapa é necessária, pois cria uma camada de proteção para o solo e ajuda na retenção de umidade para o plantio futuro.

Pelo menos dez dias antes da implantação da cultura a utilização de um herbicida pré-emergente é de grande importância. Sua aplicação pode ser nas linhas de plantio ou em área total, onde oferece melhor controle, porém, expõe o solo a possíveis erosões.

Dicas

Após o plantio, o controle de plantas daninhas deve ser realizado entre 60 e 90 dias com a aplicação de glifosato, preferencialmente entre plantas ou entrelinhas.O manejo com roçada mecanizada também é eficaz, entretanto, possui custo mais elevado.

Este período é caracterizado por ser o mais criterioso, pois é neste momento que as plantas daninhas interferem de modo mais drástico na cultura. A este período dá-se o nome de período crítico de prevenção à interferência (PCPI).

A determinação deste período auxilia de modo eficiente na determinação de estratégias de controle a serem utilizadas durante o ciclo da cultura.

Obstáculos

Sabe-se que o grande empecilho é realizar uma aplicação que seja eficiente para o controle das plantas invasoras, porém, que não interfira no desenvolvimento das plantas do eucalipto. Esse controle pós-plantio é primordial, sendo que o eucalipto deve se desenvolver sem que haja a interferência das plantas daninhas.

Posterior ao controle pós-plantio, a cada quatro ou cinco meses o manejo das plantas invasoras deve ser realizado, se estendendo até o segundo ano de formação. Assim como nas fases iniciais de controle, o glifosato, ou seja, herbicida não seletivo, de ação sistêmica, continua se mostrando como o mais eficiente devido ao espectro de controle e ausência de injúrias às plantas de eucalipto.

A partir do desenvolvimento da planta, o eucalipto começa a se proteger, por meio do fechamento da área e maior cobertura do solo, realizando sombreamento e facilitando manejos posteriores, tanto de adubação quanto de controle de plantas daninhas. Posteriormente o manejo deve ocorrer apenas para a manutenção dos aceiros e carreadores, preferencialmente sem nenhum tipo de vegetação.

A produção vegetal deve se atentar em adquirir florestas com qualidade adequada a otimizar o desenvolvimento médio anual, permitindo que o volume de madeira ao final do ciclo de rotação seja o maior possível. Para possibilitar o retorno dos investimentos, o manejo dos fatores que inteiramente intervêm neste objetivo deve ser controlado, para possibilitar o retorno dos investimentos.

Manejo agrosilvipastoril

O manejo agrosilvipastoril é realizado por meio da consorciação de três ramos distintos, sendo a agricultura (braquiária), silvicultura (eucalipto) e pecuária (bovinos), podendo haver outras formas de caracterização, de acordo com o local e objetivo da propriedade.

Essa matéria completa você encontra na edição de janeiro/fevereiro 2017  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua para leitura integral.

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