Pulverização da cebola – Erros que podem ser fatais

A aplicação de defensivos não se resume apenas em aplicar produto, mais sim na combinação de vários fatores (cultura, praga, doença, planta invasora, produto, equipamento e ambiente). Tendo em vista esses fatores, podemos dizer que vários erros ocorrem durante o processo de aplicação de defensivos na cebola e em outras culturas, de um modo geral.

Publicado em 13 de maio de 2019 às 15h08

Última atualização em 13 de maio de 2019 às 15h08

Acompanhe tudo sobre Água, Cebola, Defensivo, Deriva, Maquinário, Pulverização e muito mais!

Autor

Danilo Fugita
Delegado da ANACE pelo Estado de São Paulo e produtor de cebola
danilo@fugita.com.br
Luiz Gustavo Grecco
Engenheiro Agrônomo

A aplicação de defensivos não se resume apenas em aplicar produto, mais sim na combinação de vários fatores (cultura, praga, doença, planta invasora, produto, equipamento e ambiente). Tendo em vista esses fatores, podemos dizer que vários erros ocorrem durante o processo de aplicação de defensivos na cebola e em outras culturas, de um modo geral.

Não existe um erro fatal na pulverização da cebola, mais sim uma combinação de erros que resulta em uma pulverização ineficiente.

Podemos citar vários erros mais frequentes na pulverização, como exemplo:

Ü Uso do produto inadequado;

Ü Dose incorreta (sub ou super-dosagens);

Ü Equipamentos descalibrados e malconservados;

Ü Aplicação em condições climáticas inadequadas;

Ü Água de má qualidade para a mistura dos produtos;

Ü Operadores sem treinamentos específicos;

Ü Escolha das pontas de pulverização.

Como evitar esses erros

Para uma melhor aplicação e eficácia dos defensivos agrícolas, algumas práticas e conhecimentos devem ser empregados, como por exemplo, identificar quais pragas ou doenças podem causar danos à plantação especifica no caso a cebola, a partir dai deve-se buscar conhecer os defensivos mais adequados para cultura, praga ou doença.

Manter um bom estado do equipamento de pulverização e fazer as aferições necessárias e escolhas das pontas adequadas para cada pressão e vazão de trabalho evita perdas por deriva e escorrimento.

As condições climáticas devem ser favoráveis no momento da aplicação. As temperaturas ideais estão entre 20 e 30°C, a umidade relativa do ar em torno de 70% a 80%, e a velocidade do vento de até 10 km/h. Outro ponto importante é a qualidade da água usada para a mistura do defensivo, que deve ter pH ideal para cada produto.

Operadores treinados para essa função são de extrema importância para que todos esses requisitos sejam colocados em prática.

Tecnologias

Hoje existem diferentes maquinários com variadas diferentes tecnologias, mas com o mesmo propósito: melhorar a aplicação, mas para acertarmos o alvo é preciso, primeiro, conhecer a praga ou doença que deve ser controlada e seus respectivos locais de ação, por exemplo: folhas/solo, e também programar pulverização, volume de calda, pressão e velocidade da aplicação, com base na cultura.

Custo-benefício

Os ganhos com a utilização correta das diversas práticas de pulverização citadas são enormes, como redução do número de aplicações, melhor controle de pragas, doenças e ervas daninhas, economia de produtos, com reflexos na economia de recursos ganhos em produtividade e produto de melhor qualidade e valor agregado maior.

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