Moringa oleífera cultivada em sistema biodinâmico

Crédito Pixabay

Publicado em 4 de setembro de 2017 às 10h04

Última atualização em 4 de setembro de 2017 às 10h04

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A moringa oleífera (Moringaceae) é uma hortaliça arbórea que chega a até oito metros de altura. Planta cultivada inicialmente na Índia,ela é considerada por botânicos e biólogos um milagre da natureza. A moringa, que possui uma variedade imensa de aplicações, chamada por muitos de planta multiuso, é também uma esperança para o combate da fome no mundo devido a sua composição rica em vitaminas e sais minerais (Colombo, 2012).

Ricardo CoanColodeto, técnico agrícola e em química, conta que no Brasil seu cultivo é comum no Nordeste,pois as sementes da moringa são agentes bactericidas, e por isso são utilizadas na limpeza da água. “Agora está mais difundida a questão nutricional das folhas da moringa, fazendo aumentar seu cultivo. Por ser uma planta muito produtiva, ela ajuda na complementação alimentar humana, com até quatro vezes mais potássio que a banana“, ressalta o especialista, que já encontrou o plantio na região de Campinas e São José do Rio Preto, no interior paulista.

A moringa contém 76 tipos de antioxidantes, 36 substâncias anti-inflamatórias e 92 nutrientes. A soja, por exemplo, tem 44 nutrientes, menos que a metade da moringa.A folha pode ser desidratada e consumida como tempero ou adorno culinário, visto que não altera o sabor da comida. Pode, ainda, ser acrescentada à carne, aos molhos ou ao arroz branco. O foco é absorver os nutrientes que a moringa oferece.

Produção

Da semeadura à primeira colheita, a produção da moringa acontece de quatro a seis meses. Os ramos são, então, arrancados, sem precisar cortar a árvore, para que as folhas possam ser aproveitadas. “Quanto mais nova a planta, maior é a concentração de nutrientes. Por isso nunca a deixamos crescer. Utilizamos da técnica de poda para que ela fique sempre pequena, e assim produza ramos novos com alta concentração de nutrientes“, ensina Ricardo Colodeto.

Ainda segundo ele,a moringa não é exigente em irrigação ou adubação, e prefere climas quentes. “É uma planta que não atrai praga. O único problema é a formiga, mas ainda assim, é de fácil manejo“, afirma o especialista.

Sistema biodinâmico

O sistema de cultivo biodinâmico é voltado para a agroecologia, em que se trabalha muito com a natureza, tanto com a flora quanto com a fauna. “No sistema biodinâmico respeitamos o tempo da lua e do sol, ou seja, consideramos a forma mais completa de cultivo de hortaliças no que diz respeito ao melhor desempenho nutricional, e não comercial. No sistema biodinâmico a concentração nutricional das plantas é muito maior, sem aumentar o custo. Além disso, são utilizados produtos naturais e orgânicos“, relata Ricardo Colodeto.

Custo x retorno

O quilo da semente (5.000 sementes, em média) da moringa oleífera varia de R$ 500,00 a R$ 800,00. “Se a semente tiver sido colhida recentemente, a germinação acontece logo, do contrário, ela perde o poder da germinação“, alerta Ricardo Colodeto.

O cultivo da moringa é muito viável economicamente, sendo que muitos países já estão investindo nela, devido ao seu teor nutricional. O cultivo, inclusive, pode ser consorciado com outras plantas, sendo que ela agrega valor a cultivos pequenos.

O valor de comercialização está, em média, R$ 50,00 a cada 100 ou 150 gramas da folha desidratada.

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