Controle biológico de botrytis em morango

Publicado em 13 de novembro de 2014 às 13h06

Última atualização em 13 de novembro de 2014 às 13h06

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Hélcio Costa

Pesquisador do Incaper

helciocosta@incaper.es.gov.br

 

Crédito Hélcio Costa (3)
Crédito Hélcio Costa

Crédito Hélcio Costa Imagem1MIRI - Crédito Hélcio Costa O mofo cinzento, causado pelo fungo Botrytis cinerea Pers. & Fr. é a doença mais importante que ocorre em frutos, seja em condições de campo ou na pós-colheita. As perdas podem ser severas na colheita, durante a comercialização e transporte, e também no local de venda no mercado.

A doença

A doença ataca principalmente frutos em fase de maturação ou maduros, mas podem ocorrer em flores ou frutos ainda verdes. Nas flores afetadas, as pétalas e os pedicelos ficam amarronzados e em casos mais severos as inflorescências secam completamente.

A podridão nos frutos é mais comum na região do cálice, em partes do fruto que estão em contato com outros frutos e flores que estão com mofo cinzento. A lesão é de cor marro a marrom claro. Em frutos bem afetados é comum a presença de uma massa micelial acinzentada na superfície dos tecidos apodrecidos.

O fungo possui uma ampla gama de hospedeiros, não sendo específico do morangueiro. Ele vive saprofíticamente na matéria orgânica do solo, onde sobrevive sob a forma de microescleródios e micélio dormente.

Condições para seu surgimento

Temperaturas entre 15 a 25°C (ótima de 20°C) e alta umidade na fase de floração favorecem a doença. As condições que favorecem o mofo-cinzento são: excesso de fertilização nitrogenada, irrigação de cultura por aspersão, espaçamentos adensados, culturas onde não se pratica a catação manual de folhas velhas, secas e doentes, assim como de frutos doentes.

A dispersão de conídios de B. cinerea ocorre principalmente pela água de chuva e de irrigação por aspersão.

Controle biológico

Crédito Hélcio Costa (2)
Cultivo protegido de morando – Crédito Hélcio Costa

O controle biológico é mais uma ferramenta no manejo desta doença, mas sempre é bom lembrar das outras práticas culturais, como a retirada de folhas velhas, evitar irrigação por aspersão e cultivo sobre túneis, que diminui em até 80% a incidência da doença nos frutos, como observado no estado do Espírito Santo.

A aplicação do fungo deve ser feita semanalmente, no início do processo de frutificação, para melhores resultados, conforme trabalhos desenvolvidos no estado do Espírito Santo.

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