Colheita da canola inicia no Rio Grande do Sul com boas perspectivas

Estado é responsável por 80% da canola produzida no Brasil; Estimativa total brasileira de produção é de 280 mil toneladas
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Foto: Terra de Cultivo

A colheita da canola no Brasil começou neste mês, com o Rio Grande do Sul se destacando como o maior produtor nacional, responsável por cerca de 80% da produção. Com 179 mil hectares plantados, o estado prevê colher cerca de 269 mil toneladas nesta safra, demonstrando a força do setor. A estimativa total brasileira de produção é de 280 mil toneladas, em uma área de 186.240 hectares.

Apesar das chuvas no primeiro semestre e alguns episódios de geada durante a floração, as condições climáticas gerais não prejudicaram significativamente o desenvolvimento das lavouras. A expectativa é que, com o fim do inverno e menos chuvas, o restante da colheita ocorra sem maiores problemas. A colheita da canola deve ser realizada quando o teor de água dos grãos estiver em torno de 18%.

De acordo com Volnei Köche, Classificador de Grãos da Emater do Rio Grande do Sul, a umidade é um fator determinante para garantir a qualidade do grão. “O índice ideal de umidade para a colheita é de 18%, mas muitos produtores enfrentam desafios para manter esse parâmetro. Em situações de pressa, alguns acabam colhendo com níveis de umidade mais altos, o que pode comprometer a qualidade do produto”, explica Köche.

Após a colheita, é fundamental que a canola seja armazenada com um teor de umidade de 9% para evitar perdas. Para garantir a precisão nas transações comerciais de grãos, como a canola, a Emater-RS trabalha com equipamentos homologados pelo Inmetro. “Precisamos ter segurança e conhecer bem o equipamento que usamos para determinar a umidade dos grãos, para que a canola chegue ao destino sem perdas, maximizando a eficiência”, afirma Köche. Segundo ele, o controle adequado da umidade é crucial para a qualidade final da canola, já que níveis acima do recomendado podem prejudicar o grão, enquanto a secagem excessiva pode causar perda de peso, afetando o rendimento do produto. “Os equipamentos precisam passar por rigorosos testes de qualidade e precisão, estando bem calibrados para assegurar medições confiáveis”, disse.

Outro ponto destacado por Volnei Köche é a variação climática no Rio Grande do Sul, que desempenha um papel importante durante a colheita. “Em um único dia, as temperaturas podem oscilar de 2°C pela manhã para até 20°C à tarde. Essas variações podem interferir nas leituras dos equipamentos, tornando o uso correto das tecnologias ainda mais importante”, alerta ele.

Roney Smolareck, engenheiro agrônomo e Agente de Relacionamento Institucional da Loc Solution, empresa detentora da Motomco, líder na fabricação de medidores de umidade de grãos, ressalta que os equipamentos da Motomco garantem medições precisas e seguras, protegendo as transações comerciais e evitando prejuízos para vendedores e compradores. “O teor de umidade influencia diretamente o preço final do produto”.

Em agosto de 2013, o Inmetro publicou a Portaria nº 402, que aprovou o Regulamento Técnico Metrológico (RTM) para medidores de umidade de grãos utilizados em transações comerciais. “A publicação da portaria trouxe mais transparência às medições, tanto para produtores quanto para compradores”, afirma Smolareck.

Fernanda Rodrigues da Silva, gerente comercial da Loc Solution, destaca a importância de os modelos serem aprovados e verificados por órgãos como o Inmetro. “Todos os medidores de umidade de grãos usados em transações comerciais devem ser aprovados pelo Inmetro e verificados por um órgão da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade, como o Ipem”, conclui ela.

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