Com as cheias no RS pode faltar comida no Brasil

"Um plano de ação governamental consistente e proativo, seria a concessão de crédito emergencial e a ampliação do acesso ao seguro agrícola", diz especialista
A demanda por alimentos orgânicos tem demanda crescente - Créditos Shutterstock
Acompanhe tudo sobre Alimentos, Rio Grande do Sul e muito mais!
Luiz Felipe Baggio/Diivulgação

A enchente no Rio Grande do Sul deixou marcas de destruição por todo o Estado. Vidas foram perdidas, bairros e cidades inteiras estão sob as águas, e a agropecuária, forte seguimento econômico, perdeu, além da safra, animais e infraestruturas, comprometendo o abastecimento da alimentação básica, como o arroz e feijão, para o país.

Para Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em Planejamento Sucessório, Proteção Patrimonial e Family Office, e co-fundador da Evoinc, os desafios das enchentes para o agronegócio, ameaçam tanto as colheitas locais quanto a estabilidade do abastecimento nacional.

“Isso porque os principais impactos são danos às produções agrícolas, às infraestruturas, críticas para o setor, e interrupções logísticas, que podem levar a uma inflação dos preços para o consumidor”, diz Baggio.

Como medida emergencial, a União deve facilitar a importação de arroz e feijão para evitar eventuais altas e minimizar o desabastecimento.

Para o consultor da Evoinc, um plano de ação governamental consistente poderia ser composto de políticas proativas, “como a concessão de crédito emergencial aos produtores, a reconstrução de infraestruturas essenciais e a ampliação do acesso ao seguro agrícola, a fim de mitigar esses desafios e acelerar a recuperação econômica do setor”.

Baggio entende que a obtenção de linhas de crédito emergenciais, bem como a ampliação do acesso ao seguro agrícola, poderia ser intermediada, com a possível intervenção subsidiária, pelo Governo Federal, entre produtores e fornecedores desses produtos financeiros.

Para ele, as negociações poderiam envolver os setores que performaram muito bem nesta última safra, a exemplo do café e da cana-de-açúcar.

“Talvez por meio de alguma renúncia fiscal, sobretudo no IRPJ/CSLL das usinas, por exemplo, poderia vir o recurso para custear parcialmente esses produtos junto às instituições financeiras que os fornecem. O grande obstáculo para isso, de qualquer modo, seria a política de austeridade fiscal praticada pela gestão Haddad, mas, que em uma situação de calamidade pública como a que se apresenta, deveria se justificar”, diz Baggio.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empresas

2

Amendoim brasileiro: um gigante em expansão, sob pressão

3

Brasil consolida protagonismo global e alcança 3º lugar em produtividade de amendoim

4

Mirtilos Brasil aposta na expansão do “ouro azul”

5

Mirtilo: nova fronteira competitiva e rentável no brasil

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

agro.jpg

Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empresas

Álvaro Carvalho, estagiário de campo da Corteva Agriscience

Corteva Agriscience abre 21 vagas de estágio para estudantes de Agronomia em 12 estados e DF

Escola de Líderes

Reflorestar abre inscrições para Escola de Líderes, programa de trainee florestal com duração de seis meses

Cedida

Estudo identifica genótipos de novas cultivares de pastagem