A citricultura brasileira atravessa um período de importantes transformações. Para a safra 2026/27, a estimativa do Fundecitrus aponta uma produção de 255,2 milhões de caixas de 40,8 kg no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, uma redução de 12,9% em relação à safra anterior. Entre os fatores que influenciam esse cenário estão as condições climáticas, a bienalidade dos pomares e a pressão fitossanitária.
Entre os desafios, o greening (HLB) permanece como um dos principais pontos de atenção. Em 2025, a doença estava presente em 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola. Embora o ritmo de avanço tenha desacelerado pelo segundo ano consecutivo, a dimensão do problema reforça uma realidade cada vez mais presente no campo: não existe uma única decisão capaz de determinar o desempenho de um pomar. É a combinação de estratégias, conhecimento e qualidade de execução que faz a diferença.
Escolha das ferramentas
Nesse contexto, aspectos como monitoramento, escolha das ferramentas, qualidade da aplicação, momento de intervenção e eficiência no manejo fitossanitário ganham ainda mais relevância.
É também sob essa perspectiva que produtos consolidados no manejo dos citros atravessam diferentes momentos da atividade. Em 2026, o Cosavet completa 35 anos de trajetória, acompanhando parte importante da evolução da citricultura brasileira.
35 anos acompanhando o campo
À base de enxofre elementar, o Cosavet é formulado em grânulos dispersíveis em água (WG), com 800 g/kg de enxofre, e possui ação de contato, sendo registrado como fungicida e acaricida.
Na citricultura, sua recomendação contempla importantes espécies de ácaros, entre elas o ácaro-da-falsa-ferrugem (Phyllocoptruta oleivora), o ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus) e o ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis).
Mas a história de um produto que permanece por três décadas e meia em uma cultura dinâmica não se resume à sua formulação ou às suas características técnicas.
Ela também passa pela confiança construída no campo e pela capacidade de fazer parte de diferentes estratégias de manejo ao longo do tempo.
A citricultura mudou. Os desafios mudaram. As ferramentas disponíveis aos produtores também evoluíram.
Nesse processo, a permanência de determinadas tecnologias está diretamente relacionada à sua capacidade de entregar desempenho dentro da realidade do produtor.
Quando a experiência encontra a realidade do campo
A trajetória recente do Cosavet no Brasil ajuda a ilustrar esse movimento. Em apenas três anos de comercialização, os resultados observados a campo contribuíram para uma rápida adoção do produto entre os citricultores.
O avanço da tecnologia também levou o Cosavet à liderança de mercado nesse período, consolidando sua presença entre as ferramentas utilizadas no manejo da cultura.
Mais do que um indicador comercial, essa trajetória mostra como a resposta do produtor é um dos principais critérios para a permanência de uma tecnologia no campo.
Na prática, a decisão de utilizar uma ferramenta de manejo envolve muito mais do que sua disponibilidade. Envolve confiança, experiência de uso, adequação ao programa fitossanitário e percepção de resultado.
É justamente essa relação entre tecnologia e experiência prática que ajuda a explicar a permanência de algumas soluções ao longo dos anos.

Uma cultura que continua mudando
O cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro reúne atualmente 184,37 milhões de árvores produtivas distribuídas em 366.089 hectares.
Em uma atividade desse porte, mudanças no cenário fitossanitário, no clima, na disponibilidade de áreas e nas próprias práticas de produção têm impacto direto sobre as decisões tomadas dentro do pomar.
A expansão da citricultura para novas regiões é um exemplo dessa transformação. A busca por áreas com menor pressão de greening e condições favoráveis ao desenvolvimento dos pomares vem abrindo novas fronteiras para a atividade e, ao mesmo tempo, aumentando a necessidade de planejamento, monitoramento e manejo preventivo.
Nesse cenário, 35 anos deixam de ser apenas uma marca de tempo. Representam três décadas e meia de uma tecnologia presente em uma cultura que passou por mudanças profundas e que continua mudando.
Para o Cosavet, chegar aos 35 anos significa olhar para uma trajetória construída no campo, marcada pela experiência de quem produz e pela capacidade de permanecer relevante enquanto a citricultura enfrenta novos desafios.
Porque, em uma atividade em constante transformação, algumas tecnologias permanecem não apenas porque têm história, mas porque continuam fazendo sentido para quem está no campo.
Novas ferramentas para um manejo cada vez mais estratégico
Se a experiência continua sendo um dos pilares da citricultura, a evolução do manejo também passa pela ampliação das ferramentas disponíveis ao produtor.
É nesse movimento que chega ao mercado o Spirosul, novo acaricida da SML desenvolvido para a cultura dos citros.
Com uma combinação de enxofre e espirodiclofeno, o Spirosul atua de forma não sistêmica, por contato, e está registrado para o manejo do ácaro-da-leprose, ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-branco. Sua formulação em grânulos dispersíveis em água (WG) reúne 800 g/kg de enxofre e 25 g/kg de espirodiclofeno.
Mais do que acrescentar uma nova opção ao portfólio, o lançamento acompanha uma necessidade cada vez mais presente na citricultura: construir programas de manejo com diferentes ferramentas e mecanismos de ação, de acordo com o cenário encontrado em cada pomar.
Spirosul complementa estratégias
Nesse contexto, o Spirosul chega para complementar as estratégias já utilizadas pelos citricultores, ampliando as possibilidades de manejo de ácaros e contribuindo para programas que considerem também a rotação de mecanismos de ação, uma das recomendações para preservar a eficácia e a longevidade das tecnologias disponíveis.
O lançamento representa, assim, mais um passo da SML na construção de um portfólio voltado às necessidades reais da citricultura, sem substituir ferramentas consolidadas, mas ampliando as possibilidades de escolha do produtor diante de diferentes desafios fitossanitários.
Em uma cultura na qual cada decisão de manejo pode impactar diretamente a produtividade, ter diferentes ferramentas à disposição significa poder construir estratégias mais adequadas para cada situação.
