Citricultor deve ficar atento para o Cancro Cítrico

Doença que provoca grandes perdas ganha nova arma com o bactericida e fungicida multissítio Cuprital 700, da multinacional Ascenza, para uso na citricultura
Rust on lime fruit, Citrus canker ,Citrus disease caused by the bacterium Xanthomonas citri subsp

Publicado em 29 de junho de 2023 às 10h27

Última atualização em 29 de junho de 2023 às 10h27

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O Cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri é uma doença não sistêmica, ou seja, que não está no xilema, nem no floema das plantas, mas que causa sintomas como lesões localizadas em frutos, ramos e folhas. Os principais impactos são a desfolha e, quando a severidade é alta, ocorre a queda de frutas antes da colheita, chegando facilmente a 50% de perdas se não manejada. Em casos extremos esse número pode atingir 80%. Além disso, deprecia os frutos para o mercado in natura, com perdas no seu valor e impossibilitando até a comercialização proibida em casos da doença.

Atualmente um quinto dos pomares brasileiros apresenta sintomas de Cancro e, segundo o engenheiro agrônomo, representante técnico comercial da multinacional Ascenza e especialista em citricultura, Edgar Braz, esta é uma doença que está em progressão, já que houve uma mudança da legislação em 2017 que permitiu novas estratégias de manejo ao invés da erradicação, e os pomares estão aos poucos, dependendo da situação climática, sendo contaminados. Para auxiliar o setor contra o Cancro, a Ascenza apresenta o Cuprital 700, bactericida e fungicida multissítio, agora também para utilização na citricultura.

Créditos: Divulgação

“A solução é um protetor à base de Oxicloreto de Cobre (Cu+2 e) e seu uso visa diminuir o risco de desenvolvimento de resistência dos patógenos causadores do Cancro, sempre de forma preventiva, antes da incidência da mesma”, explica o especialista. A concentração de oxicloreto de cobre do produto é de 1.196,8 g/L, o que equivale à 700 g/L de cobre metálico, fazendo deste o fungicida nessa linha com a maior concentração do mineral no Brasil. “Isto resulta em uma menor dose e custo por hectare, beneficiando o citricultor na manipulação, dosificação e descarte de embalagens”, reforça Braz. Ele também pode ser aplicado em misturas com os fungicidas de sítio específico

A inclusão da doença na bula do Cuprital 700 abre a janela de uso do produto, segundo a engenheira agrônoma e Marketing Expert Brasil, Patrícia Cesarino, trazendo uma recomendação técnica ajustada para o alvo (bactéria), “que é um dos grandes desafios na produção citrícola brasileira”. Para ela o produto é uma ferramenta de controle eficaz e de muito mais fácil operacionalidade por ter uma formulação líquida e concentrada.

Panorama da doença em SP

Atualmente no Estado de São Paulo o foco dentro da propriedade é o manejo. De acordo com Braz é normal que os pomares tenham a doença, ela não vai desaparecer, mas é de suma importância realizar um manejo eficiente com o objetivo de minimizar o impacto. Nos dois polos citrícolas principais, que é SP e Bahia, o primeiro tem a doença e o segundo não. “Na BA a estratégia é diferente, é a prevenção, com barreira fitossanitária e controle dos frutos que chegam de outros estados”, esclarece o especialista.

Já em SP o foco é o manejo, principalmente em áreas com maior predominância e incidência, que é o caso das regiões norte, noroeste e centro do estado. “A expectativa é que ele continue aumentando pela alta incidência de chuvas, e a tendência é que esse índice se eleve ao longo dos anos, caminhando para se estabilizar em níveis acima de 90% das plantas contaminadas”, detalha Braz.

Medidas para o manejo correto

Uma das estratégias para enfrentar a doença é o manejo. O profissional da Ascenza sinaliza que isso contempla a aplicação regular de Cobre (Cu), além do uso de quebra-ventos arbóreos ao redor dos pomares. “A segunda medida diminui a quantidade de vento e assim de ferimentos nas árvores, que são portas de entrada de bactérias”, diz Braz.

O Cobre, além de ser é um elemento essencial ao desenvolvimento dos Citros, é também muito importante para proteger a planta cítrica contra doenças bacterianas, como é o caso do Cancro. “O melhor é utilizar os do tipo fixo, ou insolúveis, como o Oxicloreto de cobre, que forma uma camada protetora externa, protegendo contra o ataque de patógenos”, conta o especialista.  Estes também têm uma permanência relativa maior, não lavando tão facilmente o tecido tratado.

É importante destacar que o Cobre é aplicado não para matar ou curar aquela lesão que já existe, e sim para proteger novos frutos e brotações de serem infectados. Conforme conta Braz, essa eficiência de proteção pode chegar a 80% na redução de possíveis infecções pelo Cancro.

Cuidado com as chuvas

A principal forma de disseminação da bactéria do Cancro cítrico é por meio da gotícula de chuva, passando de uma planta para outra. “Pior é se acompanhada de ventos mais fortes, as gotas então são carregadas a longas distâncias, podendo chegar até cinco quilômetros. Se encontrar condições favoráveis como o molhamento foliar, tecido jovem, folhas e brotos com até cinco centímetros de diâmetro, no caso da laranja por exemplo, ela vai se instalar e começar uma nova lesão. Dela virão outros e outras”, detalha o especialista da Ascenza.

Ou seja, um dos principais agentes é o clima. Contudo, deve-se ter atenção com mudas de procedência duvidosa e material de colheita contaminado. “Sobretudo prevenir com as ferramentas de alta tecnologia que dispomos hoje no mercado como agora o Cuprital 700”, finaliza Braz.

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