Aplicação aérea – Os benefícios para as florestas

Publicado em 8 de setembro de 2015 às 07h00

Última atualização em 8 de setembro de 2015 às 07h00

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André Guilherme Mardegan

Engenheiro agrônomo e chefe da Divisão de Mecanização e Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

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A aviação agrícola pode ser utilizada em todas as fases do manejo florestal, desde a pulverização de herbicidas pré-emergentes antes do plantio, adubação de cobertura em qualquer estágio da cultura e posteriormente na pulverização de inseticidas e fungicidas, para o controle de pragas e doenças, respectivamente. E, finalmente, no combate a incêndios florestais.

Os principais benefícios da utilização da aplicação aérea são:

üRapidez: é a característica mais evidente da aplicação aérea e a maior responsável pela eficácia no tratamento de doenças e combate a pragas, pois permite tratar grandes áreas no momento adequado, ou seja, uma vez detectada a praga ou doença em uma parte da lavoura, toda a lavoura pode ser tratada em um curto espaço de tempo, evitando a disseminação do fungo.

üUniformidade: como o avião aplica em velocidade praticamente constante e não sofre influência das condições do terreno (umidade, irregularidades), a uniformidade de distribuição é excelente. Melhor resultado ainda é obtido se o avião estiver equipado com sistema DGPS para orientação e um sistema de controle de vazão a ele acoplado.

üOperação em qualquer condição de solo: o avião não sofre a influência de condições adversas, principalmente o encharcamento do solo devido às chuvas ou irrigação. Tão logo cesse a chuva, os aviões já podem iniciar a operação de tratamento, não necessitando aguardar que o solo seque.

üAusência de danos à cultura: o tratamento aéreo não causa perdas por danos diretos à cultura (“amassamento”) ou indiretos, como a compactação do solo. Alguns dados indicam que a redução de colheita devido a danos ocasionados pelo uso de equipamentos terrestres pode chegar a 5%.

üNão disseminação da doença: pelo fato de não entrar em contato com a cultura, o avião não contribui para a disseminação da doença, o que é comum nas aplicações terrestres, sendo o transporte dos esporos a única forma de transmissão da doença. Assim, um pulverizador pode estar contribuindo para o alastramento de uma praga ou doença de uma área infectada para o restante da lavoura.

üMaior concentração de produto: por utilizar volumes de aplicação muito mais baixos que as aplicações convencionais, resulta que as gotas, na aplicação aérea, contêm uma grande concentração de princípio ativo, o que as torna mais eficazes e reduz a possibilidade de degradação do produto em função de impurezas contidas na água, em especial sais, argila e matéria orgânica.

Outras características vantajosas

A utilização de pessoal especializado (piloto agrícola, técnico executor em aviação agrícola, engenheiro agrônomo como responsável técnico) e, ainda, uma completa regulamentação e fiscalização da atividade fazem da aviação agrícola uma ferramenta segura e eficaz para a aplicação de defensivos agrícolas.

No caso específico das florestas, tem-se, normalmente, terreno bastante acidentado, o que dificulta o acesso, tornando o avião a ferramenta mais eficaz para a maioria das tarefas de pulverização de líquidos ou sólidos, assim como para o monitoramento da cultura e de possíveis focos de incêndio.

Casos específicos de utilização de aeronaves ocorrem em larga escala e já existem há bastante tempo em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

Evolução constante

A aviação agrícola utiliza atualmente modernos equipamentos, como DGPS, controle eletrônico de vazão, atomizadores rotativos altamente eficientes, mapeamento das áreas aplicadas, além de equipes de técnicos agrícolas para planejamento e apoio de solo antes, durante e depois da aplicação, tornando o serviço extremamente seguro e eficiente.

Devido à alta produtividade da aplicação aérea, é possível a execução de tais serviços com custos inferiores aos das soluções terrestres.

Essa matéria você encontra na revista Campo & Negócios Floresta, edição de agosto/setembro. Adquira o seu exemplar.

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