A SLC Agrícola estima cultivar 191.333 hectares de algodão na safra 2025/26, considerando a primeira e a segunda safras. O número representa crescimento de 7% em relação à safra 2024/25.
Do total, 107.453 hectares correspondem à primeira safra e 83.880 hectares à segunda safra. A produção total projetada é de 412.345 toneladas, sendo 238.546 toneladas de primeira safra e 173.799 toneladas de segunda safra. A estimativa considera produtividade média de 2.155 kg/ha.
Segundo Leonardo Celini, diretor de Operações da SLC Agrícola, os resultados observados até o momento reforçam a expectativa de uma das melhores safras da história da companhia.
“Na cultura do algodão e pluma, para a safra 2025/26, os resultados observados até o momento reforçam a expectativa de uma das melhores safras da história da companhia, com produtividade projetada de 12,2% acima da obtida na safra 2024/25.”
Projeções para as duas safras
No algodão de primeira safra, 82% dos hectares haviam sido colhidos até 9 de agosto. A estimativa atual é encerrar a colheita com produtividade de 2.220 kg/ha de pluma, resultado 7,5% acima do projeto e 20,6% superior ao registrado na safra anterior.
Na segunda safra, 34,5% da área havia sido colhida até 9 de agosto. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, apesar das chuvas tardias registradas em algumas fazendas de Mato Grosso.
“Para o Algodão 2ª safra, as lavouras estão finalizando o ciclo com bom desenvolvimento, apesar das chuvas tardias que ocorreram em algumas fazendas do Mato Grosso. Estamos estimando encerrar a safra acima do nosso projeto em 4,5%, com previsão de 2.072 kg/ha de pluma.”
Produtividade sustenta desempenho
A produtividade é um dos principais fatores que sustentam a expectativa positiva para o algodão na safra 2025/26. A companhia projeta resultado 12,2% superior ao alcançado na temporada anterior.
O desempenho ocorre em um cenário no qual diferentes culturas apresentaram comportamentos distintos. Na soja, a colheita foi encerrada ao final de abril, com produtividade recorde de 4.146 kg/ha, 4,7% acima da safra anterior e 11,7% superior à média nacional indicada pela Conab em julho de 2026.
No milho de segunda safra, por outro lado, houve impactos relacionados à janela ideal de plantio e à falta de chuvas durante a fase final do ciclo, levando a uma redução de 12,1% na expectativa de produtividade. A estimativa atual é de 6.798 kg/ha.
Rentabilidade positiva
A rentabilidade do algodão na safra 2025/26 deverá ser positiva, segundo a companhia. A expectativa está associada principalmente ao recorde histórico de produtividade projetado. Outro fator é a redução dos custos médios orçados para a cultura. Em relação à safra 2024/25, a estimativa para a safra 2025/26 aponta redução de 2,4%.

“A rentabilidade do algodão safra 2025/26 deverá ser positiva, em virtude do recorde histórico de produtividade estimado pela Companhia.”
Indicadores de desempenho das culturas
| Cultura | Safra 2025/26 | Desempenho projetado ou alcançado |
| Algodão total | 191.333 ha | 412.345 toneladas |
| Algodão 1ª safra | 107.453 ha | 2.220 kg/ha de pluma |
| Algodão 2ª safra | 83.880 ha | 2.072 kg/ha de pluma |
| Soja | — | 4.146 kg/ha |
| Milho 2ª safra | — | 6.798 kg/ha |
Tecnologia mantém o teto produtivo
A manutenção de altos tetos produtivos na SLC Agrícola é baseada em uma estratégia integrada, que reúne planejamento agrícola, monitoramento contínuo das lavouras, agricultura de precisão e posicionamento técnico de biotecnologias, defensivos biológicos e químicos.
O Manejo Integrado de Pragas, Doenças e Plantas Daninhas está na base desse processo. O acompanhamento populacional no campo e a definição de níveis de controle permitem antecipar riscos de perdas e direcionar as intervenções para os momentos adequados.
A companhia também utiliza ferramentas digitais para apoiar a tomada de decisão e aumentar a eficiência das operações. Entre elas estão mapas de NDVI, aplicação em taxa variável, sensores para aplicação localizada, drones e aeronaves não tripuladas.
“Essas tecnologias contribuem para maior assertividade no uso de defensivos e reguladores de crescimento, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.”
Bicudo exige manejo integrado
O bicudo-do-algodoeiro continua sendo manejado por meio de uma estratégia integrada, já que não há biotecnologia associada ao controle direto da praga. Nas fazendas, são adotadas práticas regionais e locais, incluindo o monitoramento da presença do inseto por meio de armadilhas específicas e aplicações direcionadas de produtos para interromper seu ciclo nas lavouras.
Também fazem parte da estratégia o controle de bordaduras, o cumprimento do vazio sanitário, o manejo regionalizado, a limpeza de rodovias, o calendário de plantio e o controle de plantas voluntárias.
A participação em associações de produtores e grupos regionais de cotonicultores também integra a estratégia, permitindo a discussão e o aprimoramento das medidas de manejo.
“No caso do bicudo-do-algodoeiro, a SLC Agrícola adota uma estratégia de manejo integrado, uma vez que ainda não há biotecnologia associada ao controle direto dessa praga.”
Sanidade combina genética e precisão
Para o manejo de doenças, a SLC Agrícola utiliza materiais selecionados com resistência a Ramulariopsis spp., uma das principais doenças do algodão.
No controle da mancha-alvo, causada por Corynespora cassiicola, são adotadas estratégias preventivas com defensivos químicos e biológicos. O manejo considera a rotação de moléculas, o uso de produtos multissítios e o respeito aos intervalos de aplicação.
As estratégias utilizadas tanto para o bicudo quanto para as doenças são acompanhadas por indicadores-chave de desempenho, os KPIs. O objetivo é apoiar a tomada de decisão baseada em dados e contribuir para o planejamento agrícola.
“Todas essas estratégias, tanto para o bicudo quanto para as doenças, são acompanhadas por indicadores-chave de desempenho (KPIs), permitindo uma tomada de decisão baseada em dados e contribuindo para um planejamento agrícola eficiente.”


