Solo Forte: a produtividade começa debaixo da terra

Com tecnologia desenvolvida pela São José, o programa leva demonstrações de campo e conhecimento técnico para mostrar como a recuperação da estrutura do solo pode elevar a produtividade.
Acompanhe tudo sobre Solo e muito mais!

A agricultura brasileira convive com um paradoxo cada vez mais evidente: em muitas regiões, não falta chuva ao longo do ano, mas falta água para as plantas nos períodos críticos da safra. O problema, muitas vezes, está abaixo da superfície. Solos compactados reduzem a infiltração da água, limitam o crescimento das raízes e impedem que a lavoura aproveite todo o potencial produtivo.

Com o objetivo de colocar esse tema no centro das decisões agronômicas, a São José lança o Programa Solo Forte, um movimento voltado à conscientização sobre a saúde física do solo e à adoção de tecnologias que permitam recuperar sua capacidade natural de armazenar água e sustentar a produtividade.

A proposta parte de um conceito simples: transformar o solo em uma verdadeira caixa d’água natural. Quando a estrutura física está preservada, a água das chuvas infiltra com maior eficiência, fica disponível por mais tempo para as plantas e aumenta a resiliência das lavouras diante das estiagens, cada vez mais frequentes. O solo descompactado também auxilia no fortalecimento e desenvolvimento das raízes, que em momentos de muita chuva – como previsto para este ano de El Niño – proporciona mais sustentação e reduz o índice de tombamento da cultura por excesso de água ou vento.

“O solo é o maior patrimônio do produtor. Quando ele está compactado, perde capacidade de armazenar água, limita o desenvolvimento das raízes e reduz o retorno de todos os investimentos feitos na lavoura. Nosso propósito é ajudar o agricultor a identificar esse problema antes que ele apareça na colheita”, destaca a direção da São José.

Segundo os técnicos da Embrapa, a compactação do solo pode limitar em até 60% a produtividade das culturas, aumentando a densidade do solo, reduzindo a macroporosidade e comprometendo a infiltração de água, oxigenação e o desenvolvimento radicular. O resultado é uma lavoura mais vulnerável justamente quando as condições climáticas exigem maior eficiência no aproveitamento da umidade disponível.

Mais do que apresentar equipamentos, o Solo Forte pretende levar conhecimento ao campo. O programa promoverá dias de campo, palestras técnicas e áreas demonstrativas, onde máquinas da São José permanecerão nas propriedades por determinado período para que produtores acompanhem, na prática, os resultados da descompactação do solo. Todo o trabalho será acompanhado por técnicos da empresa e das concessionárias parceiras, permitindo avaliações em condições reais de cultivo.

Foi exatamente essa experiência que motivou o produtor Ivan Burin Cocco, de Júlio de Castilhos (RS), a investir na tecnologia. Após participar de uma ação da Solo Forte realizada pela São José, onde as máquinas são levadas até a propriedade dos produtores para um período de demonstração, o produtor adquiriu um descompactador 5 hastes para utilização em suas áreas irrigadas.

Segundo Cocco, o equipamento permite romper a camada compactada localizada entre 40 e 60 centímetros de profundidade, sem remover a superfície do solo, preservando a camada onde permanecem fertilizantes e matéria orgânica. Utilizado em cerca de 100 hectares da propriedade, o produtor já percebe maior vigor inicial das plantas, resultado do melhor desenvolvimento das raízes e do acesso à água em profundidade. “O solo fica mais macio, as raízes exploram um volume maior e a cultura responde melhor. A expectativa é aumentar a produtividade em cerca de 10%”, afirma.

Além da robustez mecânica, a São José investe no desenvolvimento de tecnologias embarcadas que proporcionam maior estabilidade operacional, controle preciso da profundidade de trabalho e elevado rendimento nas operações de descompactação, tornando o manejo mais eficiente e compatível com as necessidades de cada área.

“O futuro da agricultura passa pelo que acontece abaixo da superfície. Não basta investir em sementes, fertilizantes e defensivos se o solo não oferece condições para que as plantas expressem todo o seu potencial. Cuidar da estrutura física do solo é investir diretamente na produtividade e na sustentabilidade da propriedade”.

Com o Programa Solo Forte, a São José reforça um movimento que ganha força no agronegócio brasileiro: reconhecer o solo como um ativo estratégico, capaz de aumentar a eficiência no uso da água, potencializar os investimentos realizados na lavoura e construir sistemas produtivos mais resilientes diante das mudanças climáticas.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

CAPID-Leite impulsiona pesquisas sobre produção sustentável de leite

2

Congresso Andav encerra 15ª edição com mais de 18 mil participantes e mais de 260 marcas expositoras

3

Abacateiro: adubação orgânica devolve vida ao solo

4

Soja na Amazônia Legal avança 71% e ocupa 62% da área plantada nas regiões metropolitanas

5

Mestrado em Agricultura Tropical e Subtropical do IAC abre inscrições para seleção 2027-2029

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

abobora-crioula-inhame-receitas.jpg

Abóbora crioula e inhame ganham destaque em publicação da Embrapa sobre novas receitas

simposio-avancos-cannabis-brasil

Simpósio dos Avanços da Cannabis no Brasil terá pesquisadora da Embrapa

agricultura-digital-tecnologias-embrapa

Agricultura digital: metodologia avalia potencial de adoção de tecnologias no campo

concurso-qualidade-cachaca-paulista-2026

Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista abre inscrições