O sistema ideal para cultivar morangos

Crédito Mário Calvino Palombini

Publicado em 10 de maio de 2017 às 07h24

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h44

Acompanhe tudo sobre Água, Gotejamento, Hidroponia, Morango, Substrato e muito mais!

Mário Calvino Palombini

Engenheiro agrônomo e consultor técnico

vermelhonatural@hotmail.com

 

 Crédito Mário Calvino Palombini
Crédito Mário Calvino Palombini

Existem vários sistemas de produção de morango em semi-hidroponia ou hidroponia por gotejamento. Todos eles possuem vantagens e desvantagens que, quando avaliadas, respeitando a cultura empregada e as condições climáticas das regiões produtoras, podem obter a definição de qual sistema é o mais adequado.

Baseado nestas formações, formulam-se estratégias que proporcionem as melhores vantagens econômicas. No caso da cultura do morango, nas condições climáticas brasileiras os sistemas horizontais têm predominado sobre os sistemas verticais. Este fato ocorre por dois pontos decisivos.

A cultura do morango necessita de no mínimo seis horas de luz direta. Se forem descontados os períodos nublados, dentro do comprimento do dia, as regiões em condições adequadas para o cultivo da cultura do morango possuem em torno de sete a 12 horas de luz direta. Este fato indica que o período de menor incidência de luz está muito próximo dos limites da necessidade da cultura.

Nos sistemas horizontais, todas as plantas recebem a máxima irradiação solar disponível. Nos sistemas verticais, além de não receberem a máxima radiação solar disponível, há o agravante de as plantas que estão nas posições inferiores receberem menos irradiação solar que as plantas da parte superior, ocasionando perda de eficiência e, por consequência, perda de produtividade e qualidade dos frutos.

Outro fator decisivo da preferência dos sistemas horizontais é que nos sistemas verticais, devido ao peso da coluna de água, existe a tendência de ocorrera estratificação da solução nutritiva no substrato, ocasionando menor umidade na parte superior e maior umidade na parte inferior, gerando dificuldades no manejo hídrico.

Quando aumenta a intensidade das fertirrigações com o objetivo de manter a umidade adequada na parte superior, diminui a aeração do substrato na parte inferior e quando diminui a intensidade das fertirrigações, com o objetivo de manter a adequada aeração do substrato na parte inferior, a umidade adequada na parte superior do substrato é reduzida.

Por estes motivos existe a necessidade de aumentar as pesquisas em sistemas verticais para que o setor tenha mais uma opção viável a ser adotada nos sistemas “fora de solo“.

Essa matéria você encontra na edição de maio 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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