Mercado de defensivos cresce 50%

Levantamento FarmTrak, da Kynetec, mostra aumento significativo na adesão do produtor aos herbicidas, que corresponderam a 35% das vendas na safra

Publicado em 2 de agosto de 2023 às 15h00

Última atualização em 2 de agosto de 2023 às 15h00

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Com aumento de 6% na área plantada de soja na safra 2022-23, que ultrapassou 42 milhões de hectares, os defensivos agrícolas para a cultura movimentaram US$ 11,4 bilhões, alta de 50% ante o ciclo anterior (US$ 7,657 bilhões). Os dados são do levantamento FarmTrak, da consultoria Kynetec. A oleaginosa, diz a empresa, segue na posição de principal cultivo da indústria do setor, seguida do milho e da cana-de-açúcar.

Consoante o gerente de contas da Kynetec, Lucas Lima Alves, os herbicidas foram os produtos mais demandados: corresponderam a 35% das vendas ou US$ 4,1 bilhões, elevação de 70%, em dólar, ante a safra 2021-22 (US$ 2,391 bilhões). “Historicamente, a categoria dos fungicidas vinha liderando o ranking de agroquímicos mais representativos na soja”, informa ele.

Segundo Alves, os herbicidas tiveram o preço empurrado para cima em virtude do aumento do custo de insumos das moléculas-chave ao manejo da lavoura, inclusive glifosatos, responsáveis por quase 60% das transações do segmento. “O FarmTrak constatou que o produtor tem aumentado a utilização de herbicidas específicos, como graminicidas, pré-emergentes. A adoção de produtos para folhas estreitas avançou de 46%, em 2018-19, para 77% em 2022-23”, exemplifica.

O executivo salienta ainda que a utilização de herbicidas específicos pelo produtor avançou em toda a fronteira agrícola, tendo em vista ervas de difícil controle como capim-amargoso, milho-tiguera, capim-pé-de-galinha e outras. “Os pré-emergentes residuais também subiram em adoção, para 45%, frente a 34% de 2020-21. Tais produtos auxiliam no controle do banco de sementes, evitando a rebrota de plantas daninhas”, comenta Alves.

Fungicidas e inseticidas

Conforme o FarmTrak Soja 2022-23, os fungicidas ficaram na segunda posição entre os agroquímicos mais aplicados na oleaginosa. A comercialização totalizou US$ 3,7 bilhões, 33% do total, contra US$ 2,613 bilhões da safra passada, um crescimento de 43%. Terceira categoria do levantamento, a dos inseticidas também tracionou o desempenho do setor: atingiu 21% do montante ou US$ 2,4 bilhões, frente a US$ 1,721 bilhão do ciclo anterior, salto de 40%.

Complementam o levantamento da Kynetec – resultante de entrevistas pessoais junto a 3,7 mil sojicultores -, os produtos para tratamento de sementes, nematicidas e outros que, somados, movimentaram cerca de US$ 1,2 bilhão.

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