Jovens do agro participam de palestra de Augusto Cury sobre gestão das emoções no estande da FAESP na Agrishow

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Jovens do agronegócio que visitam a Agrishow a convite da FAESP participaram de uma palestra com o escritor e psiquiatra Augusto Cury, no estande da entidade, com foco na gestão das emoções como ferramenta essencial para a vida no campo. Em sua fala, ele defendeu que cuidar da mente é tão estratégico quanto investir em tecnologia, especialmente em um setor marcado por riscos, pressão financeira e decisões constantes. “A falta de dinheiro garante a ansiedade, é o caos emocional”, afirmou, ao destacar que produtores precisam aprender a proteger a saúde mental para manter clareza e equilíbrio nas escolhas.

Cury enfatizou que a inteligência emocional é um diferencial competitivo para a nova geração do agro, ao permitir que jovens lidem melhor com frustrações, oscilações de mercado e desafios climáticos. Segundo ele, o encorajamento e o autoconhecimento são fundamentais para evitar o adoecimento emocional e fortalecer lideranças no campo. A presidente da Comissão Semeadoras do Agro da FAESP, Juliana Farah, destacou a importância da iniciativa: “Quando falamos com jovens do agro, não estamos falando apenas de sucessão, mas de preparo. Cuidar da saúde emocional é essencial para formar líderes mais conscientes, resilientes e capazes de enfrentar os desafios do campo com equilíbrio”, afirmou.

Além da atuação como escritor e especialista em saúde mental, Augusto Cury afirmou ter uma relação direta com o agronegócio e destacou projetos próprios no setor. Durante a participação na feira, ele também se posicionou como pré-candidato à Presidência da República, afirmando que pretende levar para o debate público uma agenda voltada à redução da polarização e à valorização do setor produtivo, com atenção especial às demandas do agro brasileiro. “Precisamos elevar a régua do debate, com mais elegância, generosidade e altruísmo, diminuindo a polarização e construindo um país mais produtivo”, disse

Ao comentar o cenário observado na feira, o palestrante fez críticas ao ambiente econômico enfrentado pelos produtores. Para ele, apesar da relevância da Agrishow como vitrine de tecnologia e negócios, o alto custo do crédito rural compromete a capacidade de investimento. “A Agrishow deveria ser uma festa, mas também revela a dor de quem não consegue obter lucratividade para investir. Com taxas altíssimas, a conta não fecha”, afirmou, defendendo a necessidade de condições mais acessíveis de financiamento para garantir competitividade ao setor.

Crédito fotos: Revista Agro S.A

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