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Indústrias de alimentos enfrentam pressão de custos com novo ciclo de volatilidade no açúcar e no cacau

Oscilações de mercado pelo balanço de oferta e demanda de cada commodity, ambiente macroeconômico e mudanças no mix produtivo criam um ambiente mais desafiador para fabricantes de alimentos.
Crédito-Arquivo.
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A StoneX, referência global em gestão de riscos, alerta que os mercados de açúcar e cacau entraram em um novo ciclo de volatilidade que demanda atenção redobrada das indústrias de alimentos. Durante palestra realizada no 19º Congresso Internacional Abimapi, os consultores em gerenciamento de riscos Ricardo Nogueira e Rafael Crestana destacaram que as duas cadeias operam sob forte pressão de fatores climáticos, macroeconômicos e estruturais, combinação que vem elevando os custos e reduzindo a previsibilidade para fabricantes de bebidas, confeitaria, lácteos, panificação e chocolates.

No caso do açúcar, o Brasil vive uma dinâmica que intensifica a incerteza. Para as safras 2025/26 e 2026/27, projeta-se um maior direcionamento das usinas para o etanol, impulsionado pela menor remuneração do açúcar no curto prazo e pela competitividade do hidratado no início da nova temporada. Mesmo com aumento da área colhida e moagem elevada, que deve chegar a 620,5 milhões de toneladas em 2026/27, a produtividade limitada (TCH em torno de 75,9 t/ha) e o mix mais alcooleiro devem resultar em queda da produção açucareira – estimada em 0,48 milhão de toneladas. Esse movimento reduz a oferta disponível para a indústria justamente em um período em que a recuperação da produtividade ainda é lenta, aumentando o risco de repiques de preço e necessidade de planejamento antecipado de compras.

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Consultor em gerenciamento de riscos, Ricardo Nogueira

Para o cacau, o panorama não é menos desafiador. A commodity buscou forte suporte e voltou a subir com o cenário macroeconômico de maior incerteza, impulsionada também pela valorização do petróleo, pelo encarecimento dos fretes e seguros marítimos, agravados pelas tensões no Oriente Médio. Essa combinação mantém o mercado sustentado e impõe pressão direta a indústrias que dependem de cacau e derivados, como chocolates e biscoitos. Soma-se a isso a recuperação ainda lenta da demanda que agora também é afetada pela alta do custo da energia, que comprime margens em mercados como Europa e pode, se persistente, desacelerar o consumo global de produtos à base de cacau, afetando volumes e repasses ao consumidor.

Nesse ambiente, a StoneX reforça que a volatilidade deixou de ser exceção e passou a representar a nova regra do jogo, tornando essencial a adoção de políticas estruturadas de compras e proteção de preços.

Consultor em gerenciamento de riscos, Rafael Crestana

“A volatilidade impacta as margens de forma imediata. Sem uma estratégia integrada de análise, planejamento e execução do hedge, a indústria fica exposta a oscilações que comprometem competitividade e orçamento”, afirmam.

Com base em sua atuação global e na experiência acumulada em mais de um século, o grupo oferece o IRMP®: Programa Integrado de Gestão de Riscos, que combina dados proprietários, projeções de mercado e monitoramento contínuo para transformar volatilidade em decisões mais assertivas.

Em um cenário de custos elevados e incertezas persistentes, a capacidade de antecipar movimentos – seja em momentos de queda, para travar oportunidades de compra, ou de alta, para ajustar políticas – torna-se determinante para preservar margens e manter a competitividade no setor de alimentos.

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