Hormônio presente no tomate pode aumentar produtividade

O fitormônio estrigolactona, descoberto recentemente, atua no desenvolvimento radicular, tem resposta positiva ao estresse, possui interação simbiótica, e ainda melhora o crescimento e floração das plantas.
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Raíra Andrade Pelvine
Doutora e professora – Unifenas
raira_andpelvine@hotmail.com

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) descreveram, pela primeira vez, como a estrigolactona, um hormônio vegetal (fitormônio) descoberto recentemente, controla o florescimento e a produção de frutos do tomateiro.

A descoberta pode gerenciar o tempo de frutificação da planta e aumentar a produtividade da cultura.

Entenda melhor

Estrigolactonas são fitormônios que desempenham papel importante no desenvolvimento das plantas e na interação com o ambiente.

Inicialmente se descobriu que agiam como sinalizadores que promovem a germinação de sementes. Pode-se dizer que são fitormônios relativamente novos, sintetizados através dos carotenoides, com a capacidade de influenciar o desenvolvimento das flores e os frutos do tomateiro, além de ser atrativo para fungos micorrízicos.

Esse fitormônio causa a inibição no desenvolvimento de botões axilares ou laterais, atua no desenvolvimento radicular, tem resposta positiva ao estresse, possui interação simbiótica, e ainda melhora o crescimento das plantas.

O uso da estrigolactona atua na interação das micorrizas e na regulação do crescimento das plantas. Também tem papel importante por assegurar  a eficiência no uso de recursos como eficiência hídrica e absorção de nutrientes, ajudando a planta a se recuperar mais rapidamente e/ou minimizando os efeitos negativos.

Observa-se, também, redução no uso de agrofitossanitários, atuando em um manejo mais sustentável, além de ajudar a planta a ter uma boa adaptação às mudanças climáticas.

Benefícios

Esse fitormônio possui efeito no desenvolvimento e na floração dos frutos do tomateiro, além de ter respostas aos efeitos de estresse na planta, que podem ser causados por déficit hídrico, térmico, entre outros.

A estrigolactona auxilia na manutenção da arquitetura das plantas, por meio da regulação do crescimento aéreo e radicular da planta.

São moléculas sinalizadoras pelas vias endógena e exógena, como resposta aos estímulos nutricional, luminoso, térmico.

Para o produtor, vale ressaltar que esse fitormônio é mais um aliado para a melhoria na produção dos frutos, não esquecendo que terá melhores efeitos quando usado de forma correta, com o auxílio de um profissional da área.

Segundo o site da Fapesp, a estrigolactonas têm um efeito positivo no florescimento mais fácil do tomateiro, seguido por uma quantidade de flores e, posteriormente, frutos, além da interação com microrganismos na rizosfera.

Há, ainda, alguns estudos em batata, alface, soja, sorgo e milho possuem algumas informações com efeitos positivos. E estudos em outras culturas de interesse agrícola, porém ainda em processo.

Desafios e limitações

Um dos desafios da tecnologia é descobrir se há mais efeitos “escondidos” ao usar esse fitormônio, e a disponibilidade dele aos produtores para uma maior gama de culturas.

O tempo também se torna um fator limitante, pois para desenvolver novos produtos precisam ser realizados vários testes e aprovações por órgãos federais para que seja seguro o uso para as lavouras.

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