Híbridos de cebola – Sempre à frente

Crédito Ana Maria Diniz

Publicado em 3 de junho de 2017 às 19h14

Última atualização em 3 de junho de 2017 às 19h14

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Jean de Oliveira Souza

Engenheiro agrônomo, doutor e pós-doutorando em Melhoramento Vegetal – Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (CCA/UFPB)

jsoliveira1@hotmail.com

 

 Crédito Ana Maria Diniz
Crédito Ana Maria Diniz

A cebola (Allium cepa L.) é a espécie de maior importância do ponto de vista econômico e de consumo do gênero Allium. A área nacional plantada com cebola em 2015 foi superior a 57.000 toneladas e a quantidade produzida foi de 1.445 milhões de toneladas.

A produção de cebola no Brasil se concentra nos Estados de Santa Catarina, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Pernambuco, nos quais se encontram cerca de 98% da produção nacional.

No Brasil, nas regiões de alto nível tecnológico existe maior adesão pelos produtores de maior poder aquisitivo ao uso de híbridos, como é o caso de regiões do Centro-Sul do Brasil e em algumas áreas da Bahia. Já nas regiões em que o cultivo é realizado em pequenas áreas, há predominância do uso de cultivares de polinização aberta em detrimento do uso de cultivares híbridas.

Híbrido certo

O híbrido ideal de cebola é aquele que reúne características que atendam as necessidades do mercado consumidor e do setor produtivo. Na busca pelo híbrido perfeito, os programas de melhoramento de cebola no Brasil têm somado esforços na direção de obter cultivares que, além de produtivas, resistentes a doenças e pragas, apresentem maior valor nutricional, eficiência hídrica e nutricional, sejam adaptadas à  região de cultivo e tenham boa conservação pós-colheita dos bulbos.

Qualidade constante

Para que a cebola, após a colheita, mantenha sua qualidade, é necessário que o bulbo seja colhido no ponto ideal (quando há amarelecimento e seca da parte aérea e tombamento, em algumas cultivares) para que suas qualidades intrínsecas sejam mantidas, contribuindo assim para uma melhor conservação pós-colheita.

Geralmente, os híbridos comerciais de cebola têm apresentado melhor conservação pós-colheita em relação às cultivares convencionais, no entanto, para que os bulbos apresentem maior capacidade de armazenamento, é necessário que eles apresentem longo período de dormência, polpa firme e boa retenção das escamas, além de bulbos suaves, com redução dos níveis de pungência, polpa crocante e doce.

Vantagens dos híbridos

O uso de híbridos de cebola, além de tornar a lavoura mais produtiva e com melhor qualidade e conservação pós-colheita, também garantem maior resistência às principais pragas e doenças que diminuem os custos de produção, contribuindo para obtenção de um produto com menos resíduos de agrotóxicos e menos riscos ao meio ambiente e saúde do consumidor.

Os híbridos de cebola têm, ainda, maior capacidade de conservação pós-colheita e permitem ao agricultor maior flexibilidade na comercialização do produto, visto que a cebola é uma cultura que apresenta sazonalidade na produção. Híbridos com melhor conservação pós-colheita propiciam ao agricultor disponibilizar o produto em mercados consumidores mais distantes, sem comprometer a qualidade dos bulbos produzidos.

No cenário atual há evidências no mercado de cebola que o uso de híbridos tende a dominar o mercado brasileiro em pouco tempo, pelos benefícios advindos da sua exploração.

Essa matéria você encontra na edição de junho 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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