Bioestimulantes em ação: sinergia entre moléculas está mudando o jogo

Combinando ciência e estratégia, o uso inteligente de bioestimulantes potencializa o desempenho das lavouras e redefine o patamar da produtividade agrícola.
Acompanhe tudo sobre bioestimulantes e muito mais!

Muriel C. E. Soares
Doutora em Proteção de Plantas e analista de P&D – Technes Agrícola

O uso de bioestimulantes vem sendo cada vez mais aceito pelos produtores, com o objetivo de obter maiores rendimentos devido aos resultados constatados em diferentes espécies de valor econômico, além de ser uma prática sustentável e sem agressão ao meio ambiente.

Os produtos, dependendo de sua forma de apresentação e função, podem ser utilizados via tratamento de sementes, direcionados ao solo (sobre a semente, sulco ou em área total), via irrigação ou via foliar.

Mais eficiência no campo

Seu uso não exclui a adubação química, mas potencializa o efeito da absorção e translocação dos nutrientes nas plantas, tornando-a mais eficiente.

Podem ser derivados de muitas fontes, incluindo fungos e bactérias benéficas, ácidos húmicos e fúlvicos, extratos de algas marinhas e outros vegetais, aminoácidos, entre outros.

Entenda melhor

As substâncias húmicas (SH) são compostos orgânicos complexos e heterogêneos, resultado da deposição e/ou da degradação de resíduos orgânicos vegetais e animais.

Os ácidos húmicos e fúlvicos são os compostos mais importantes das frações húmicas. As substâncias húmicas apresentam alta estabilidade, com uma ação duradoura no solo, melhorando suas características físicas, químicas e biológicas, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das plantas.

Quando solubilizadas, podem também apresentar efeitos fisiológicos, como a capacidade de melhorar a absorção de nutrientes pelo sistema radicular, otimizar e potencializar o efeito da auxina existente dentro e fora da planta, além de atuar na respiração celular, na fotossíntese, na síntese de proteínas e enzimas.

Estrutura dos aminoácidos

Os aminoácidos são ácidos orgânicos que possuem em sua molécula um carbono central, geralmente assimétrico, ligado a um grupamento carboxila, um grupamento amina e um átomo de hidrogênio.

Além destas três estruturas, os aminoácidos apresentam um radical genericamente conhecido como “R”, que os diferenciam e indicam polaridade, estrutura, solubilidade e função de cada um.

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