Barter pode ser fundamental durante a pandemia

Em um cenário onde a oferta de crédito pelo mercado financeiro está cada vez mais escassa devido à insegurança do momento, as operações de barter podem salvar a lavoura mais uma vez.
Agronegócio - Crédito: Shutterstock

Publicado em 12 de julho de 2020 às 18h34

Última atualização em 12 de julho de 2020 às 18h34

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Agronegócio – Crédito: Shutterstock

Em um cenário onde a oferta de crédito pelo mercado financeiro está cada vez mais escassa devido à insegurança do momento, as operações de barter podem salvar a lavoura mais uma vez.

Segundo uma estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o PIB do agronegócio deve crescer 2,3% em 2020. Mas, mesmo com a perspectiva de crescimento do setor, existem preocupações.

A pandemia trouxe dificuldade na obtenção de crédito, principalmente por parte do sistema financeiro convencional, ainda inseguro quanto à retomada econômica. O produtor rural brasileiro, que depende do crédito para o custeio da safra, está se apoiando mais uma vez nas operações de barter, isto é, quando utiliza sua produção futura como pagamento para a compra dos insumos dos quais precisam. De acordo com os especialistas de mercado, essa modalidade de negociação possui participação expressiva.

Apesar de ter como uma de suas funções a mitigação de riscos – fixando o preço e removendo os riscos cambiais e de commodity -, as operações de barter são, em sua essência, um viabilizador comercial. O produtor depende delas para obter seus insumos, enquanto a revenda não consegue vender seus produtos de outra maneira.

O barter é mais arriscado durante a pandemia?

É claro que fatores como a falta de crédito bancarizado e a oscilação do dólar e das commodities podem afetar diretamente o lucro dos produtores, mas é justamente na facilitação desse crédito alternativo e na mitigação de riscos que o barter se destaca. Até mesmo o risco de crédito intrínseco às vendas em prazo safra é mitigado com o conhecimento aprofundado da capacidade real de produção e histórico da terra, e os recursos tecnológicos têm papel fundamental nesse processo.

“Ao usar sua própria produção como pagamento futuro para o custeio da safra, o produtor rural tem recursos para poder trabalhar. Cabe às revendas e distribuidoras analisarem com precisão cada uma das negociações, usando recursos tecnológicos para análise da propriedade, para escolher garantias seguras e precificar de maneira justa as operações”, explica conta Bernardo Fabiani, especialista em concessão de crédito para o agronegócio e CTO da TerraMagna.

Sobre a TerraMagna

A TerraMagna é a Agfintech brasileira que facilita a concessão de crédito no agronegócio, através de duas principais frentes.

A primeira conectando o agronegócio ao mercado de capitais e levando crédito justo aos distribuidores. Os produtores rurais geralmente compram os insumos a prazo nas revendas, emitindo uma CPR (Cédula de Produto Rural) como garantia. Nós avaliamos esse documento, através de nossas tecnologias, e conseguimos negociá-los com investidores, que poderão “comprar” as CPRs e realizar o pagamento ao distribuidor já no início da safra.

Já a segunda frente possibilita monitorar e analisar as lavouras à distância, trazendo mais segurança à concessão de crédito. Por meio de um sistema de satélites, inteligência artificial e intervenção rápida em campo, o serviço faz a gestão de penhores agrícolas, eliminando a inadimplência em vendas em prazo safra e facilitando o acesso de produtores a crédito com taxas mais atrativas.

Localizada em São José dos Campos-SP, foi fundada em 2016 e atualmente conta com cerca de 50 profissionais, além de uma estrutura tecnológica de última geração, para oferecer as melhores soluções para o financiamento do agronegócio brasileiro.

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