Futuro da Amazônia é agregar a produção limpa e regenerativa com a viabilidade econômica

Sem deixar de pensar nas vantagens econômicas, as empresas estão atrelando suas produções às questões sociais como o ganho dos produtores locais e a recuperação e regeneração de todo bioma.
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O bioma amazônico está no foco das startups brasileiras, que estão cada vez mais voltando o olhar para o que a região pode oferecer de melhor. Sem deixar de pensar nas vantagens econômicas, as empresas estão atrelando suas produções às questões sociais como o ganho dos produtores locais e a recuperação e regeneração de todo bioma.

O que as startups procuram também é produzir em consonância com os conceitos da bioeconomia, que permite uma integridade ecológica, que deve influenciar de forma planetária nas mudanças do clima, com manutenção de chuvas que regam toda a produção do agronegócio na região do cerrado, na própria Amazônia e no Sudeste.

“Com o desenvolvimento das questões que envolvem a bioeconomia, temos a possibilidade de manter a floresta em pé. Isso eleva o ganho econômico, pois o país consegue se tornar muito competitivo e ajuda a elevar todo potencial da região amazônica”, aponta Max Petrucci, empresário e sócio proprietário da Mahta, empresa de foodtech criada com objetivo de praticar uma mudança no sistema de produção e consumo no país e no mundo, colocando a floresta amazônica como plataforma desse formato. 

Ele ainda destaca que “existe um conjunto de oportunidades que o Brasil possui, que passa impreterivelmente pela Amazônia, como a produção de fármacos, cosméticos, alimentos e na indústria bioquímica. Mas, devemos sempre colocar acima de tudo, a questão da regeneração florestal e um desenvolvimento sustentável limpo”, analisa.  

A Mahta adota como modelo produtivo a agricultura regenerativa (regen based), que preza por soluções que vão de encontro a questões vitais, como o desenvolvimento sustentável e de cadeias produtivas para a conservação de todo meio ambiente. Desse caminho surgiu seu superfood em pó, com 15 ingredientes regenerativos do bioma amazônico, como o cacau, cupuaçu, açaí, coco, castanha-do-pará, taperebá, bacuri, graviola e cumarú.

Alinhar produção e sustentabilidade

Vale ressaltar que a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, com mais de 40 mil espécies de plantas, onde vivem povos indígenas e comunidades tradicionais, com cerca de 240 línguas faladas. Estruturar os modelos de desenvolvimento bioecológico para economias baseadas em biomas, possibilita o enfrentamento dos desafios ambientais e reduzir a destruição que ainda segue acelerada. 

A bioeconomia deve estar em alinhamento com a abundância e regeneração do microbioma e macrobioma. Esse modelo mostra uma solução que reaproxima a nova ciência com os conhecimentos ancestrais que o homem possui sobre saúde, modelos de produção, modelos econômicos e a relação produtor e consumidor. A ideia é gerar harmonia entre o homem e a natureza.

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