Adubação inteligente para a couve-flor

Couve Flor

Publicado em 7 de setembro de 2018 às 07h19

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h34

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Carla Verônica Corrêa

Engenheira agrônoma e doutoranda da UNESP – Campus de Botucatu

cvcorrea1509@gmail.com

Couve Flor
Couve-flor

O nitrogênio é um dos elementos que a couve-flor mais exige para a produção dos órgãos vegetativos e reprodutivos, mas em muitas situações a aplicação de fertilizantes nitrogenados normalmente excede a demanda pelas plantas e o nitrato não absorvido pela cultura é lixiviado.

Desta forma, práticas que aumentam a eficiência do uso da água e da aplicação de fertilizantes melhoram também o aproveitamento dos fertilizantes nitrogenados pelas culturas, como o uso de fertilizantes nitrogenados de liberação controlada.

Inovação

Foto 02

O nitrogênio é altamente requerido pela cultura da couve-flor por permitir tanto a elevação da produção como a qualidade pós-colheita. No entanto, trata-se de um fertilizante que pode ser perdido de várias maneiras, como lixiviação, volatilização, desnitrificação, fatores que podem levar à redução de produtividade, além de aumento de custo de produção devido ao emprego de maiores doses de adubos nitrogenados.

Assim, busca-se o emprego de técnicas que possam aumentar o aproveitamento do nutriente pela planta de forma a reduzir tanto as doses quanto o número de aplicações, permitindo uma produção sustentável tanto do ponto de vista econômico como ambiental.

Uma destas tecnologias refere-se ao uso de adubos nitrogenados revestidos com polímeros, que se enquadram no grupo dos fertilizantes de liberação lenta e no subgrupo dos produtos encapsulados ou recobertos (fertilizantes solúveis revestidos).

Estes fertilizantes permitem reduzir as perdas de N, que normalmente ocorrem com a utilização da ureia, fazendo com que haja uma barreira física das formas solúveis contra a exposição do nutriente para o meio, evitando-se, assim, perdas do nitrogênio.

Além disso, a aplicação desse nutriente pode ser realizada mesmo em condições climáticas adversas para a prática de adubação, como períodos mais úmidos. Como o nitrogênio será liberado mais lentamente, aumenta a porcentagem de aproveitamento do nutriente pela planta, uma vez que ele estará disponível para a planta em menores quantidades, porém, por um maior período.

Como há maior aproveitamento pela cultura, ocorrerão menores perdas de nitrogênio, seja por lixiviação ou volatilização e, desta forma, além de reduzir danos ao ambiente, também são reduzidos os custos de produção, ao diminuir o número de aplicações.

Outra vantagem é que, como a liberação do nitrogênio ocorre de forma mais controlada, isso contribui para uma nutrição equilibrada da planta, reduzindo problemas de desbalanço nutricional, que levariam ao aumento de incidência de pragas e doenças.

Manejo

A sequência de absorção pela couve-flor em ordem decrescente, para os macronutrientes, é potássio (K) >nitrogênio (N) >cálcio (Ca) >enxofre (S) >magnésio (Mg) >fósforo (P). Desta forma, observa-se que o nitrogênio é o segundo macronutriente mais necessário para a cultura.

A adubação de couve-flor em relação ao nitrogênio ocorre no plantio com doses recomendadas em torno de 60 kg ha-1 de N e adubações de cobertura sendo realizadas de sete a 15 dias após o transplante das mudas, repetindo-a a cada 15 dias.

De modo geral, recomenda-se a aplicação de 150 a 200 kg ha-1 de N e 60 a 120 kg ha-1 de K2O, em cobertura, parcelando em quatro vezes, aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante das mudas.

Custo

O valor dos adubos que apresentam nitrogênio de liberação lenta é variável de região para região. Em média, podem ser de R$ 850,00 a R$ 1.500,00 a tonelada, dependendo do frete. Porém, como há maior aproveitamento do nitrogênio pela cultura, a técnica se torna vantajosa.

Como ocorre a liberação mais lenta do nitrogênio e, consequentemente, menores perdas por lixiviação e volatilização, além de aumentar a absorção desse nutriente pela cultura é possível reduzir o número de aplicações, o que diminui tanto o custo com a compra de adubo como com a aplicação, e ainda mãodeobra e equipamentos para realizar a aplicação do fertilizante.

Assim, o maior custo com a compra de adubo de liberação lenta é facilmente compensado pela redução com a adubação.

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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