Vinícola Aurora projeta safra de 85 milhões de quilos e registra aumento de área destinada a uvas para espumantes

Cooperativa estima alta de 18,7% e deve ter a maior safra em cinco anos.
Vinhedos da variedade Chardonnay na unidade da Vinícola Aurora em Pinto Bandeira (RS) (Crédito: Cassiano Farina/Divulgação/Vinícola Aurora)
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A Cooperativa Vinícola Aurora estima colher cerca de 85 milhões de quilos de uvas na safra 2026, volume 18,7% superior ao alcançado em 2025. O crescimento é impulsionado pela excelente sanidade dos vinhedos, pelo comportamento climático favorável e pelo aumento do cultivo de variedades destinadas à elaboração de espumantes. Esse resultado levará a vinícola a ter a maior safra dos últimos cinco anos. Historicamente, a safra da Aurora representa entre 10% e 15% da colheita das uvas para processamento no Rio Grande do Sul.

Um dos destaques dos últimos anos é a expansão da área plantada com uvas para base espumante, especialmente Malvasia Aromática e variedades da família Moscato. A ampliação da área resultará também em um incremento estimado de 15% no volume dessas variedades, em comparação com a safra anterior.

As variedades viníferas apresentam ótima sanidade, com os parreirais atualmente em fase de enchimento de bagas. O desenvolvimento está levemente atrasado em relação aos últimos anos devido ao frio mais prolongado, mas dentro do esperado para um ciclo regular. A colheita da Chardonnay para base espumante deve iniciar entre 10 e 12 de janeiro. Nas variedades americanas e híbridas, usadas principalmente para sucos e vinhos de mesa, o cenário é igualmente positivo: elevada sanidade, maturação dentro do padrão e parte das cultivares já entrando na fase de troca de cor. Entre as variedades de ciclo antecipado, como Isabel Precoce, Bordô, Concord e BRS Magna, o progresso é consistente e com volume adequado.

Fertilidade de gemas: fator-chave para a safra

De acordo com Maurício Bonafé, gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, o bom comportamento das plantas nesta temporada está diretamente ligado às boas condições climáticas no período de inverno, dando condições para que a planta expresse sua capacidade máxima de produção. “A fertilidade de gemas é uma delas, um dos principais indicadores de potencial produtivo. O frio acumulado no inverno foi suficiente para brotação uniforme e vigorosa, essencial para formação correta dos cachos”, acrescenta.

“O clima tem sido um aliado importante até aqui, especialmente no inverno, que garantiu boa fertilidade de gemas e brotações muito homogêneas. Todos os sinais apontam para uvas de excelente qualidade, mas fatores como o grau Babo, que determinam maturação e intensidade de açúcares, só poderão ser confirmados mais próximos do início da colheita”, destaca Bonafé.

As primeiras uvas deverão ser colhidas no início de janeiro, e a safra seguirá até a segunda quinzena de março. A Aurora, que completa 95 anos em 2026, projeta um ciclo promissor também para variedades como Isabel, Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Lorena, entre outras.

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