Somente 10% dos bovinos são confinados

Publicado em 11 de maio de 2020 às 16h42

Última atualização em 11 de maio de 2020 às 16h42

Acompanhe tudo sobre Bovino e muito mais!

Consultor técnico da Trouw Nutrition destaca o planejamento alimentar como base para bom retorno econômico do sistema de terminação intensiva.

O número de bovinos confinados no Brasil aumenta de forma significativa. Segundo estimativas, varia de 4,5 a 5 milhões de cabeças por ano. E a tendência é de crescimento constante. De outro lado, a área de pastagem diminui proporcionalmente. Neste cenário, a pecuária precisa ser cada vez mais produtiva e o confinamento é uma técnica eficaz. “A terminação intensiva no Brasil ainda tem muito espaço de crescimento e aprimoramento. Atualmente, representa em torno de 10% a 12% do total de bovinos abatidos. Nos Estados Unidos, é praticamente 100%”, informa o dr. Marco Antônio Balsalobre, consultor técnico da Trouw Nutrition.

Para Balsalobre, o pecuarista precisa enxergar o sistema de terminação intensiva como uma ferramenta que proporciona sustentabilidade e lucro ao negócio. “O processo de intensificação da produção gera ganhos ambientais, sociais e econômico. O pecuarista aumenta seu patrimônio, capital de giro e rebanho. A intensificação representa aumentar a produção por hectare em quilos de carne produzida”, explica o consultor, destacando a necessidade de usar tecnologias nutricionais para potencializar o ganho de peso dos animais durante o confinamento. Além disso, a terminação intensiva também é uma ferramenta para melhorar a qualidade das carcaças, o que significa bonificação adicional do frigorífico.

O especialista explica a melhoria da produtividade está diretamente ligada ao aumento do número de cabeças por hectare e/ou melhoria do ganho de peso por meio da suplementação. “O ideal é a combinação desses dois indicadores. Quando associamos adubação, manejo de pastagens e suplementação, os resultados são excelentes, assim como o retorno econômico ao negócio”, destaca o consultor técnico da Trouw Nutrition.

Importante destacar que há um ponto ótimo de lotação de animais por área para ter ótimo ganho de peso. Depois desse ponto, quanto mais o produtor aumenta o rebanho menor é o ganho de peso por animal. “É aí que entra a suplementação para compensar a menor área por animal”, diz Marco Antônio Balsalobre. Ele destaca que toda forma de intensificação tem suas exigências, mas o planejamento alimentar ainda é o calcanhar de Aquiles em muitas fazendas.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Inteligência artificial: da mecanização à inteligência das decisões

2

IA nas florestas plantadas: a silvicultura entra na era preditiva

3

Bio e nanotecnologia: inovações no tratamento de sementes

4

Sementes sob pressão climática: vigor, sanidade e tecnologia definem o novo padrão da lavoura

5

Tecnologia em sementes impulsiona nova era da produtividade

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

identificacao-carnes-espectrometria-massas

Identificação de carnes por espectrometria de massas avança com método da Embrapa

ACNB-Confira-os-resultados-da-etapa-de-Nova-Andradina-MS-do-Circuito-Nelore-de-Qualidade-2025-foto-divulgacao (Pequeno)

Circuito Nelore de Qualidade chega a Nova Andradina (MS) no dia 10 de julho

ACNB-Navirai-MS-recebeu-950-animais-para-avaliacoes-do-Circuito-Nelore-de-Qualidade-2023-foto-divulgacao

Circuito Nelore de Qualidade 2026: sétima etapa nacional acontece em Naviraí (MS)

pastagem-2 (Pequeno)

Pastagens degradadas e técnicas de recuperação