São Paulo produz 80% da lichia do Brasil e amplia vendas para a Europa

Com colheita no verão, produtores paulistas aproveitam a demanda europeia pelas frutas nas festas de fim de ano.

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 06h51

Última atualização em 15 de setembro de 2026 às 08h23

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O Estado de São Paulo responde por 80% de toda a lichia produzida no Brasil. O grande motor desse mercado é o sudoeste paulista, na região do Alto Vale do Paranapanema, que reúne a maior parte das plantações da fruta no país. 

No topo do ranking nacional, a cidade de Itaí é a maior produtora de lichia do país, com cerca de 170 hectares de pomares em crescimento. Logo depois vem Paranapanema, com cerca de 20 hectares. A expectativa é que as plantações na região passem dos 200 hectares já na próxima safra. 

Um dos diferenciais das cidades paulistas é a capacidade de vender a fruta para o exterior. Embora a China seja a maior produtora global, os países asiáticos colhem a fruta no meio do ano (verão no hemisfério Norte) e é com isso que o clima de São Paulo ganha vantagem. No Brasil, a colheita acontece no nosso verão, entre dezembro e fevereiro. 

“A nossa época de colheita favorece a exportação da fruta a preços muito competitivos para o mercado europeu, onde a mesma é muito consumida nas festividades de final de ano”, explica o engenheiro agrônomo Euvaldo Neves Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré. Segundo ele, o período de colheita ajuda a atrair compradores de outros países. Atualmente, há pedidos de até 150 toneladas voltados só para a exportação. 

O sucesso da lichia em São Paulo acontece por causa do tempo e do solo ideais, com inverno seco e frio, sem geadas, altitude de 600 a 700 metros e verão quente e chuvoso. 

A longevidade dos pés de lichia também permite que os produtores mantenham os pomares por muitas décadas. As plantas podem produzir por períodos que vão de 30 a 300 anos, sem necessidade de renovação do pomar. Com isso, os agricultores têm investido na diversificação da produção. Além da variedade Bengal, a mais comum, produtores de Itaí já cultivam outros sete tipos de lichia. A fruta também é utilizada na elaboração de produtos como aguardente e mel de flor de lichia, além de ser comercializada congelada, desidratada e liofilizada.

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