Produtos das abelhas sem ferrão carregam propriedades terapêuticas

Tema será abordado na programação do Primeiro Seminário Noroeste de Meliponicultura promovido pela Amevat e que ocorre nos dias 29 e 30 de abril.

Publicado em 29 de abril de 2022 às 10h56

Última atualização em 29 de abril de 2022 às 10h56

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Genna Souza
Crédito Divulgação

As propriedades terapêuticas de produtos elaborados a partir do mel da abelha sem ferrão serão abordadas na programação de palestras do Primeiro Seminário Noroeste de Meliponicultura que vai acontecer nos dias 29 e 30 de abril, no município de Horizontina (RS). Promovido pela Associação de Meliponicultores do Vale do Alto Taquari (Amevat), o evento contará com uma exposição de mais de 25 espécies de abelhas sem ferrão, degustação dos diversos tipos de méis, entre outras atividades.

A palestra dos doutores Mikhael Marques e Genna Souza, que acontecerá no sábado, dia 30, terá como tema “Confecção de cosméticos, meliproduto: Propriedades terapêuticas dos produtos das abelhas sem ferrão”. Professor da pós-graduação de Fitoterapia e Plantas Medicinais da Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Marques vai apresentar em sua fala estudos científicos que apontam os grandes potenciais terapêuticos existentes nos produtos das abelhas sem ferrão, em especial no pólen, como no caso Samburá que é o pólen já estocado das abelhas. A própolis também será destacada.

De acordo com Marques, o mel das abelhas sem ferrão é mais líquido, fermentado e muito aromático. Lembra que já existem estudos científicos apontando o significativo potencial de méis e própolis como efeito antidiabético, com capacidade antimicrobiana. Outro assunto que irá tratar em sua palestra é o potencial nutritivo do pão de abelha ou samburá. “E um tema que eu sempre gosto de enfatizar nas minhas aulas é a qualidade desses produtos. Então não adianta a gente consumir um mel pasteurizado, que é um mel morto, que perdeu  muito das suas propriedades terapêuticas, perdeu sabor e aroma. Ou não adianta usarmos uma própolis muito velha e fazer um extrato. Então é um tema que eu sempre gosto de abordar”, observa.

Marques enfatiza ainda a importância das abelhas para o ser humano e para a humanidade.  “É nesse tema que eu insiro a questão da ecologia das abelhas, da importância da manutenção desses insetos para o nosso ecossistema”, informa, reforçando que esse evento é de importância crucial para os seres humanos. “Não somente seres que consomem os produtos das abelhas, mas para todo mundo que está na Terra e consome, por exemplo, muitas frutas, vegetais. Grande parte desses alimentos são diretamente dependentes das abelhas sem ferrão e das com ferrão também”, conclui.

A doutora em Ciências Agrárias, Genna Souza, coordenadora do Setor de Meliponicultura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, vai abordar a diversidade, pureza, métodos de colheita, manejo para produção e métodos de conservação dos compostos para garantia de qualidade para o consumo humano. “A Meliponicultura é uma atividade que está crescendo muito em todo o Brasil e quanto mais pudermos realizar eventos para divulgação, melhor será para todos os criadores e para a conservação desses polinizadores fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas”, ressalta.

O Primeiro Seminário Noroeste de Meliponicultura ocorrerá no CTG Carreteiros de Horizonte. Além da Amevat, o evento também é realizado pela  Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores de Horizontina e Emater, e conta com o apoio de MaxBem, Agptea e Agronatur. As inscrições para o seminário podem ser feitas nos dias do evento.

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