Ciro Alexandro Maronezzi de Paula
Edcarlos Rodrigues Fernandes
Engenheiros agrônomos – Biofertil
Fábio Henrique de Paula Maronezzi
Biólogo, mestrando em Produção Vegetal e diretor técnico da Biofertil Brasil
Victor Augusto Pezoti Silverio
Engenheiro agrônomo, mestrando em Produção vegetal e coordenador de pesquisa da Biofertil Brasil
O manejo nutricional do cafeeiro exige atenção constante, especialmente em cultivares de Coffea arabica L., que apresentam alta demanda por nutrientes ao longo das diferentes fases fenológicas. O equilíbrio nutricional é diretamente influenciado por fatores como variações climáticas, solos ácidos com baixa fertilidade natural, presença de alumínio tóxico e uso de fertilizantes com elevada salinidade. Nesse contexto, torna-se essencial adotar estratégias que integrem produtividade e conservação ambiental. A nutrição eficiente passa não apenas pela escolha das fontes, mas também pela forma como os nutrientes são disponibilizados à planta.
A linha de fertilizantes organominerais líquidos Max Humic®, desenvolvida pela Biofertil Brasil, surge como alternativa tecnológica, com menor salinidade e maior eficiência de absorção, reduzindo o estresse das plantas e favorecendo a microbiota do solo.
Dinâmica dos nutrientes no solo e na planta
No Cerrado brasileiro, onde predominam latossolos ácidos e de baixa fertilidade, o manejo de NPK requer critério técnico. O nitrogênio é o nutriente mais exigido pelo cafeeiro, seguido pelo potássio, enquanto o fósforo desempenha papel fundamental no desenvolvimento radicular, especialmente no plantio.
A disponibilidade desses nutrientes depende do processo de solubilização no solo, que transforma formas insolúveis em íons disponíveis na solução do solo. Esse processo sofre influência de fatores físicos, químicos e biológicos, o que pode limitar a eficiência da adubação convencional.
A aplicação via folha, por sua vez, permite maior rapidez na absorção, principalmente de micronutrientes. Quando complexados com fontes orgânicas, esses nutrientes tornam-se menos suscetíveis a perdas por lixiviação, volatilização ou degradação ambiental, aumentando sua eficiência.

Tecnologia organomineral melhora a eficiência de absorção
Os fertilizantes Max Humic® são formulados com complexação organomineral, o que favorece a disponibilidade imediata dos nutrientes e melhora a relação entre oferta e demanda da planta. O produto Max Humic® NPK apresenta em sua composição 14% de nitrogênio, 3% de fósforo, 14% de potássio e carbono orgânico.
Já o Max Humic® Café Cerrado contém 14% de nitrogênio, 1,4% de potássio, além de micronutrientes como zinco, manganês e boro, também associados ao carbono orgânico. Essas características contribuem para maior eficiência de absorção, menor salinização do solo e preservação da microbiota, conforme observado em estudos recentes envolvendo fertirrigação.
Avaliação em campo confirma ganhos via solo
O primeiro estudo, conduzido em Araguari (MG), avaliou a absorção de nutrientes via solo em função da lâmina de água aplicada. Foram comparadas a tecnologia Max Humic® NPK e fontes minerais convencionais. Os resultados demonstraram que o fertilizante organomineral apresentou maior eficiência de absorção a partir de lâminas de 10 mm.
Em contraste, os fertilizantes convencionais necessitaram de volumes entre 40 e 100 mm para disponibilizar nutrientes em níveis adequados. As avaliações realizadas aos 7, 14 e 21 dias após a aplicação evidenciaram melhor desempenho nos teores de nitrogênio, fósforo e potássio nas plantas tratadas com a tecnologia organomineral, indicando maior eficiência na disponibilização e redistribuição dos nutrientes, especialmente do fósforo, que apresenta baixa mobilidade no solo.

Aplicação foliar acelera resposta nutricional
O segundo estudo analisou a absorção de micronutrientes via aplicação foliar, comparando o Max Humic® Café Cerrado, fontes minerais convencionais e um produto comercial. Os resultados mostraram aumento significativo nos teores de zinco, manganês e boro nos tecidos vegetais já nas primeiras 24 horas após a aplicação, com evolução aos 72 e 120 horas.
A tecnologia organomineral apresentou a melhor curva de resposta, indicando maior eficiência de absorção e aproveitamento dos nutrientes. Esse desempenho reforça o potencial da aplicação foliar como ferramenta complementar no manejo nutricional, especialmente em momentos críticos da cultura.
Eficiência nutricional impacta diretamente a produtividade
Os resultados dos dois trabalhos demonstram que a escolha da fonte nutricional influencia diretamente a eficiência da absorção e, consequentemente, o retorno do investimento em adubação. A maior disponibilidade de nutrientes, associada à redução de perdas, contribui para o equilíbrio nutricional das plantas, redução de estresses e aumento da produtividade.
Além disso, o uso de organominerais líquidos favorece uma distribuição mais uniforme dos nutrientes e melhora a interação com o solo e a planta.
Os resultados indicam que o uso de fertilizantes organominerais líquidos complexados amplia a eficiência da nutrição tanto via solo quanto via folha.
Quando bem posicionadas, essas tecnologias contribuem para maior aproveitamento dos nutrientes, redução de impactos ambientais e incremento da produtividade.
A cafeicultura moderna caminha para um modelo integrado, no qual solo, planta, água e nutrição atuam de forma interdependente.
Nesse cenário, investir em eficiência não é apenas uma escolha técnica, mas uma estratégia para garantir sustentabilidade, qualidade da bebida e competitividade no campo.
