Operação São Paulo Sem Fogo 2026 abre 243 vagas para brigadistas e investe R$ 19,3 mi contra incêndios florestais

Fundação Florestal abre seleção para 243 brigadistas temporários na Operação SP Sem Fogo 2026, com investimento de R$ 19,3 mi em equipamentos e veículos.
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O Governo de São Paulo lança a Operação São Paulo Sem Fogo 2026 com uma das maiores estruturas já montadas para prevenção e combate a incêndios florestais no estado. A Fundação Florestal abre processo seletivo para 243 brigadistas temporários, que atuarão nas Unidades de Conservação (UCs) de todas as regiões paulistas durante o período de estiagem. O investimento em equipamentos e veículos chega a R$ 19,3 milhões. O contexto é favorável: em 2025, São Paulo registrou queda de 91% na área queimada em UCs — a maior redução histórica no índice de queimadas do estado.

243 vagas para brigadistas: o que fazem e onde atuam

Os profissionais selecionados atuarão em vigilância, monitoramento e combate a focos de incêndio nos meses mais críticos do ano — além de atividades preventivas como abertura e manutenção de aceiros, manejo de material vegetal combustível e apoio às estratégias de gestão integrada do fogo.

As vagas são temporárias e distribuídas pelas UCs de todas as regiões do Estado de São Paulo. As etapas do processo seletivo serão divulgadas pela Fundação Florestal pelos canais oficiais da instituição.

R$ 19,3 milhões em equipamentos: o que foi adquirido

Para dar suporte às equipes em campo, o Governo do Estado estruturou um investimento de aproximadamente R$ 19,3 milhões na aquisição de veículos, máquinas e equipamentos operacionais. Entre os itens incorporados estão:

Combate e transporte

  • 25 caminhonetes 4×4
  • 9 tanques-pipa de 5 mil litros
  • 131 mochilas flexíveis de combate direto
  • 42 sopradores
  • 14 kits de combate para pick-ups

Manejo e manutenção de áreas

  • 27 tratores
  • 9 retroescavadeiras
  • 12 roçadeiras hidráulicas
  • 7 carretas agrícolas
  • 2 motoniveladoras
  • 2 picadores e trituradores de galhos

“Estamos ampliando de forma significativa a capacidade de resposta nas nossas Unidades de Conservação, com mais equipes em campo, equipamentos modernos e planejamento estratégico. A prevenção é o caminho mais eficiente para proteger a biodiversidade e evitar grandes incêndios”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, Natália Resende.

Tecnologia e inteligência no monitoramento

Além do reforço humano e material, a operação conta com monitoramento contínuo por satélite para detecção de focos de calor em tempo real. Ferramentas de inteligência apoiam a previsão do comportamento do fogo e orientam o dimensionamento das equipes — integrando prevenção, resposta e logística em uma estratégia unificada.

Resultados históricos em 2025: queda de 91% na área queimada

Os números da edição anterior justificam a aposta na prevenção. Entre junho e outubro de 2025 — período crítico da estiagem — o Estado de São Paulo registrou:

  • Queda de 91% na área queimada em Unidades de Conservação
  • Redução de 50% no número de focos de incêndio
  • 102 focos e 2.908 hectares atingidos, frente a 205 focos e 32.377 hectares em 2024

O desempenho é resultado direto das ações estruturadas ao longo de 2024, quando o Estado realizou 25 eventos de capacitação, alcançando cerca de 2.600 participantes em 450 municípios. Na frente de fiscalização, foram registradas 545 autuações por uso irregular do fogo, resultando em R$ 20,5 milhões em multas, além de aproximadamente 1.600 km de aceiros executados em UCs.

A operação também ampliou sua abrangência territorial: 390 municípios aderentes, o equivalente a 60% do total do estado.

“O reforço operacional que estamos promovendo garante mais agilidade e eficiência no combate aos incêndios, mas, principalmente, fortalece a atuação preventiva nas Unidades de Conservação, que é fundamental para reduzir riscos e proteger áreas estratégicas do Estado”, destaca o diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz.

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