A força do Limão Paulista: exportação cresce 21% em 2025

São Paulo consolida liderança na produção e exportação de limão, com 1,1 milhão de toneladas produzidas e 81 mil toneladas exportadas em 2025.
Limão - Foto: Pixabay
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O Estado de São Paulo reafirma sua posição como o maior produtor e exportador nacional de limão paulista, registrando crescimento de 21% nas exportações em 2025. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP (SAA), a produção total da fruta ultrapassou 1,1 milhão de toneladas em 2024. Já no primeiro semestre de 2025, foram enviadas mais de 81 mil toneladas ao exterior, movimentando US$ 72 milhões.

Mercado internacional do limão paulista

O mercado europeu é o principal destino do limão paulista, com destaque para os Países Baixos, que receberam 62,2 mil toneladas, funcionando como porta de entrada pelo Porto de Roterdã. Outros destinos incluem o Reino Unido (11,6 mil t), Rússia (1,3 mil t) e Canadá (970 t).

“O comércio entre os Países Baixos e o Brasil é um exemplo dinâmico de mercados agrícolas complementares, com São Paulo no centro da produção e exportação”, destacou Alf de Wit, assessor agrícola do Consulado Geral dos Países Baixos.

Itajobi: capital nacional do limão

No interior paulista, o município de Itajobi se destaca como capital nacional do limão. A empresa familiar Pimentel Itajobi, atuante há 30 anos, exportou mais de 4 mil toneladas de limão tahiti em 2024.

“Apesar da seca, investimos em melhorias no packing house e aumentamos a capacidade de exportação. Nossa expectativa é de crescimento ainda maior em 2025 e 2026”, afirma Alison Dejavite, analista de exportação da empresa.

Apoio governamental e certificação fitossanitária

Para expandir a competitividade do limão paulista, a Secretaria de Agricultura do Estado tem investido em programas de crédito e certificação. Durante a Fruit Attraction SP 2025, o secretário Guilherme Piai reforçou que a fruticultura movimenta a economia, gera empregos e preserva o meio ambiente.

A Defesa Agropecuária de SP (CDA) apresentou ações de certificação fitossanitária de origem, fundamentais para garantir a qualidade da fruta no mercado externo. Mais de 70% do limão tahiti exportado pelo Brasil tem origem paulista.

“Esse trabalho integrado garante competitividade, abertura de novos mercados e renda para os produtores”, afirmou Alexandre Paloschi, chefe do DDSIV.

Crédito e investimentos no limão paulista

O Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP) oferece linhas de crédito específicas para citricultores de limão paulista, financiando renovação de pomares, irrigação eficiente e mudas certificadas. O teto é de até R$ 250 mil para pessoas físicas e R$ 500 mil para pessoas jurídicas, com prazos de até 84 meses e carência de 12 meses.

“É a sustentabilidade que se transforma em produtividade e renda no limão paulista”, destacou Felipe Alves, secretário executivo do FEAP.

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