Informação e comunicação são fundamentais para manter a competitividade da pecuária brasileira

A preocupação crescente de investidores e consumidores a respeito dos impactos socioambientais da atividade agropecuária tem trazido transformações no setor.
Pecuária - Crédito: Internet

Publicado em 1 de fevereiro de 2021 às 08h50

Última atualização em 1 de fevereiro de 2021 às 08h50

Acompanhe tudo sobre Bovino, Comunicação, Exportação, Informação, Pecuária, Rebanho e muito mais!
Pecuária – Crédito: Internet

A preocupação crescente de investidores e consumidores a respeito dos impactos socioambientais da atividade agropecuária tem trazido transformações no setor. Com isso, a cadeia da carne tem buscado soluções para uma produção com qualidade e produtividade, aliada à proteção ambiental e às comunidades locais. Mas, além de agir, é preciso informar e comunicar o mercado sobre todo o progresso realizado. Isso porque a irregularidade de poucos tem prejudicado a pecuária brasileira no mundo.

Francisco Beduschi Neto – Engenheiro agrônomo especialista em agricultura sustentável da NWF-National Wildlife Federation – Crédito foto: Divulgação

Quando se trata especificamente de fornecedores indiretos, por exemplo, apenas de 3% a 4% apresentam irregulares. “Esse número é muito pequeno, mas ele fere a imagem de toda a cadeia”, afirmou o engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto, executivo da National Wildlife Federation (NWF) no Brasil, durante evento online. “Assim, precisamos nivelar as informações. O comprador não exige perfeição do produtor brasileiro, mas ele quer ver progresso, comunicação e processos transparentes. Isso significa mostrar o que o país já faz de bom e também aquilo que está buscando melhorar”.

A NWF desenvolveu um trabalho, em parceria com diversos atores do mercado, da academia, grupos multissetoriais e outras ONGs, a fim de ser um elo de ligação entre o mercado (investidores, países e compradores) e os atores da cadeia produtivo (varejo, frigoríficos, pecuaristas, fornecedores diretos e indiretos). Atualmente, sua atuação permeia toda a área da Amazônia Legal, em especial nos estados do Mato Grosso e do Pará, devido a representatividade dos rebanhos.

Beduschi contou que ao iniciar o trabalho com os frigoríficos, foram feitas reuniões com os fornecedores, com o intuito de explicar a necessidade de olhar para toda cadeia de fornecimento, porque mesmo com a excelente qualidade fornecida pela fazenda, questões socioambientais impactam a exportação. Esse processo ajudou os produtores em suas dúvidas e para superar eventuais obstáculos, contribuindo para se adequarem nesse novo cenário do mercado. “Estamos construindo uma nova realidade, por meio da disseminação de informação assertiva e qualificada, que está resultando em entendimento, transparência e progresso”, complementou.

Um dos pontos centrais do trabalho da NWF são os fornecedores indiretos. Neste sentido, junto com a ONG brasileira “Amigos da Terra – Amazônia Brasileira”, ajudou a organizar um fórum para os atores da cadeia interessados em discutir possíveis soluções para o tema, o Grupo de Trabalho dos Fornecedores Indiretos – GTFI. “Ao trazer esses atores para junto do debate sobre as conformidades socioambientais é possível conhecer os obstáculos que precisam ser superados”, afirmou Beduschi. Como resultado, segundo Beduschi, há o atendimento das demandas de consumidores e investidores, o cumprimento da legislação vigente e, ao mesmo tempo, o aprimoramento de toda a cadeia da carne.

Além disso, uma das principais contribuições da organização é o desenvolvimento de uma ferramenta, o Visipec, para analisar a conformidade das propriedades e mostrar o progresso e resultado de forma a conseguir manter o fluxo da cadeia. Por ser uma novidade, algo inédito no mercado, ainda estão sendo feitos análises e calibragem da ferramenta.

Ao final de sua participação na live, Beduschi voltou a reforçar sobre a importância de melhorar a comunicação para poder contar a história verdadeira do produtor rural brasileiro. “Também precisamos aprimorar nossa informação, para que tenhamos dados em nível de propriedade para comunicar melhor nossas conquistas e progresso”, finalizou.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Enza Zaden e Pairwise anunciam colaboração estratégica para pesquisa no Melhoramento de Hortaliças

2

Silagem de trigo forrageiro traz vantagens para pecuaristas no Vale do Jequitinhonha 

3

Taxar a produção ou taxar a ignorância? Por que as “taxações do pecado” não se aplicam aos agroquímicos

4

Mais da metade do carbono orgânico armazenado no solo brasileiro está na Amazônia

5

Brasil alcança 3º lugar mundial em produtividade de amendoim com 3,8 toneladas por hectare

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Carrapato-do-boi passa 95% do seu ciclo fora do animal

Pragas desafiam a pecuária e colocam em risco o desempenho das pastagens no Brasil

suinos-e-aves-758x491-1-1 (Telefone)

Como a Doença de Gumboro afeta a sanidade, performance e rentabilidade das Aves

ACNB-Nelore-Fest-2024-premia-os-melhores-da-raca-Nelore-do-Brasil-Bolivia-e-Paraguai-foto-creditos-ZznPeres-3 (Pequeno)

Nelore Fest 2025 reúne os vencedores do Ranking Nacional e do Circuito Nelore de Qualidade, em São Paulo

Créditos da foto: Alisson Siqueira

Inteligência Artificial conta 140 mil ovos por dia com 99,9% de precisão e transforma avicultura