Helicoverpa quebra mais uma barreira

Um problema na região de Chapadão do Céu (GO) chamou a atenção da equipe da Fundação Chapadão. Segundo o engenheiro agrônomo, doutor e pesquisador da instituição, Germison Vital Tomquelski, o ataque de Helicoverpa armigera  tecnologia Intacta RR2 Pro levou a equipe a se reunir para acompanhar o caso.

Publicado em 30 de dezembro de 2017 às 07h49

Última atualização em 30 de dezembro de 2017 às 07h49

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Um problema na região de Chapadão do Céu (GO)chamou a atenção da equipe da Fundação Chapadão. Segundo o engenheiro agrônomo, doutor e pesquisador da instituição, Germison Vital Tomquelski, o ataque de Helicoverpa armigera tecnologia Intacta RR2 Pro levou a equipe a se reunir para acompanhar o caso.

“A infestação apresentava, em determinados locais, infestações de duas a quatro lagartas por metro de linha da cultura, com médias de até 11% das plantas infestadas em determinados pontos. Aguardamos certo tempo a fim de que as lagartas se alimentassem das folhas de soja e a empresa que havia comercializado a semente foi chamada. A mesma entrou em contato com a detentora da tecnologia Intacta, que enviou um técnico com os kits para conferir se havia mistura de sementes. Com a presença dos técnicos da Fazenda, Fundação Chapadão e Monsanto, verificou-se que o talhão não apresentava misturas, e 100% das plantas coletadas expressavam a tecnologia Cry1Ac, a qual anteriormente mostrava resultados satisfatórios de controle das lagartas de H.armigera até a safra 2016/17“, relata o pesquisador.

Na amostragem dos técnicos, as lagartas de H.armigera foram maceradas e analisadas com os kits, indicando a presença de Cry1Ac, ou seja, as lagartas estavam se alimentando da cultura, ingerindo a proteína, e não estavam sendo controladas.

Esta lagarta foi identificada no Brasil em 2013 em várias lavouras de algodão - Crédito Baltazar Fiomari
Esta lagarta foi identificada no Brasil em 2013 em várias lavouras de algodão – Crédito Baltazar Fiomari

A causa

 

Para Germison Vital, há diversas hipóteses para o ataque voraz da H. armigera, mas pelo conhecimento de outros países, ela tende a ter comportamento cíclico, ou seja, “surtos“ em determinados anos. “São vários os fatores, como seca ” estresses hídricos, hospedeiros alternativos que porventura estavam à disposição, inimigos naturais em menor quantidade ou mesmo o mau controle em safras passadas, com sobras culturais no sistema“, pontua.

É importante que os produtores estejam cientes do problema, e diante disso aumentem o monitoramento das lavouras. “Não é hora ainda de desespero, mas os produtores devem ficar atentos. Temos controle para ela, como as alternativas de controle químico:diamidas, oxadiazinas, pirazóis e agora as avermectinas são boas opções“, recomenda o pesquisador.

 

Essa é parte da matéria de capa da revista Campo & Negócios Grãos, edição de janeiro 2018. Adquira a sua para leitura completa.

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