Grape – O tomate-uva que vem conquistando o mercado

Publicado em 25 de abril de 2017 às 07h30

Última atualização em 25 de abril de 2017 às 07h30

Acompanhe tudo sobre Bandeja, Hortifrúti, Processamento, Seminário do Tomate de Mesa, Tomate e muito mais!

Ronaldo Machado Junior

Engenheiro agrônomo e mestrando em Fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV)

ronaldo.juniior@ufv.br

Rafael Henrique Fernandes

Engenheiro agrônomo, mestre em Produção Vegetal e doutorando em Fitotecnia ” UFV

rafael.fernandes@ufv.br

Cleverson Freitas de Almeida

Engenheiro agrônomo e mestrando em Genética e Melhoramento ” UFV

cleverson.almeida@ufv.br

Crédito Luize Hess
Crédito Luize Hess

O tomate (Solanumlycopersicum L.) é uma das hortaliças mais cultivadas no mundo, sendo produzido em diferentes latitudes geográficas, sistemas de cultivo ao ar livre ou sob proteção e em diferentes níveis tecnológicos.

Segundo dados do IBGE (2016), o Brasil é o 8º maior produtor mundial de tomate, sendo que no ano de 2015 foram produzidas cerca de 3,7 milhões de toneladas de tomate em uma área de 59,8 mil hectares, com rendimento médio acima de 60 ton/ha.

As regiões sudeste e centro-oeste concentram 69% da produção nacional, representada pelos Estados de Goiás (879,6 mil ton), Minas Gerais (715,9 mil ton), São Paulo (568,9 mil ton), Paraná (261,4 mil ton), Bahia (244,5 mil ton) e Rio Grande do Sul (221,9 mil ton).

É importante mencionar que para os produtores que adotam alto nível de manejo cultural e insumos modernos a produtividade, em geral, é superior a 100 toneladas por hectare.

Destino

Aproximadamente 75% do tomate produzido é destinado ao consumo in natura e o saldo restante para a indústria de processamento. Grandes transformações vêm ocorrendo na cadeia produtiva do tomate, orientadas para a modernização e aumento da produtividade, e em menos de quatro décadas a produtividade do tomateiro aumentou cerca de 111%.

Além da alta produtividade, muitos produtores vêm buscando materiais com características diferenciadas, tais como alto teor de sólidos solúveis, tamanho, formato e cor que fujam do padrão, e frutos que podem ser comercializados em cachos.

Tais buscas visam atender um mercado consumidor que está se tornando a cada dia mais exigente. Dentro do segmento de tomate de mesa, o cultivo de mini tomates cresceu muito nos últimos anos no Brasil, principalmente entre os produtores que adotam alto nível tecnológico.

Um grande atrativo desse segmento de tomate é o seu tamanho reduzido - CréditoWordpress
Um grande atrativo desse segmento de tomate é o seu tamanho reduzido – CréditoWordpress

Os minitomates

Dentre os diversos tipos de minitomates comercializados, o segmento de ‘tomate grape’ tem destaque pela ampla aceitação de mercado, sabor adocicado, coloração intensa, além de seu formato e tamanho muito parecidos com uma uva, características que justificam o nome dado a este segmento. Soma-se a isto a possibilidade destes tomates serem comercializados em cachos, o que os assemelha ainda mais com as uvas.

Atualmente, diversas empresas comercializam sementes de variedade de minitomate, sendo que uma das principais cultivares disponíveis no mercado brasileiro é o híbrido SweetGrape, originário do Japão e que chegou ao Brasil na década de 1990.

As cultivares deste segmento possuem características de interesse para o produtor, sendo precocidade, boa produtividade, rusticidade e adaptação ao cultivo em ambiente protegido as principais.

 A demanda por grape tem aumentado nos últimos anos - Crédito Miriam Lins
A demanda por grape tem aumentado nos últimos anos – Crédito Miriam Lins

Demanda crescente

Considerado um produto diferenciado, sua demanda tem aumentado nos últimos anos em virtude de seu excelente sabor, cor, formato variado, além de possuir características organolépticas superiores, comparado aos frutos de cultivares tradicionais, o que favorece a agregação de valor ao produto.

Enquanto os tomates tradicionais possuem teor de sólidos solúveis em torno de 5° Brix, os frutos de minitomates facilmente atingem valores superiores a 10° Brix e baixa acidez.

Um grande atrativo desse segmento de tomate é o seu tamanho reduzido, o que permite utilizá-lo na ornamentação de pratos e saladas, consumi-los como aperitivos em molhos, saladas, canapés, drinks, pizzas, sanduíches e em sobremesas.

As características de sabor e aparência ampliam as possibilidades de aplicação culinária dos minitomates, pois apresenta facilidade de preparo, uma vez que pode ser consumido inteiro ou cortado pela metade. Além disso, em alguns países passou a ser consumido como fruta ou como tira-gosto.

Os minitomates atingem cotação de mercado muito superior aos outros tipos de tomate, principalmente em relação ao tipo salada. Segundo a CEAGESP (2017), o valor pago por um quilograma de minitomate, no mês de março de 2017, foi de R$6,30, enquanto que para tomates do grupo salada extra A, extra AA e extra AAA, no mesmo período o valor pago por quilo foi de R$2,38, R$3,08 e R$3,73 respectivamente.

Na gôndola dos supermercados, uma pequena bandeja de tomates grape, com cerca de 150 gramas, chega a custar R$ 3,45, o equivalente a R$ 23,00 o quilo.

 

O segmento de 'tomate grape' tem destaque pela ampla aceitação de mercado - Crédito: Grupo Trebeschi
O segmento de ‘tomate grape’ tem destaque pela ampla aceitação de mercado – Crédito: Grupo Trebeschi

Essa matéria completa você encontra na edição de maio 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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