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Exportação da noz-pecã brasileira enfrenta desafios logísticos e sanitários em 2026

Presidente do IBPecan aponta que conflitos geopolíticos, novas exigências sanitárias e dúvidas sobre tarifas norte-americanas reduziram o ritmo dos embarques, mas mantém expectativa de recuperação do mercado no segundo semestre.
Noz-Pecã - Crédito Laerte Rosa Divulgação
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A exportação da noz-pecã brasileira atravessa um período de desaceleração diante de desafios logísticos, mudanças nas exigências sanitárias internacionais e incertezas no comércio exterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), esses fatores têm reduzido o ritmo dos embarques justamente em um momento de expectativa de crescimento da produção nacional.

A previsão do setor é que a safra de 2026 alcance entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, impulsionada pela entrada de novos pomares em produção e pela recuperação da produtividade das lavouras.

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Custos logísticos aumentam com conflitos no Oriente Médio

Entre os principais entraves apontados pelo presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, está a elevação dos custos logísticos provocada pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo o dirigente, a instabilidade na região afetou a disponibilidade de contêineres e elevou os preços do transporte marítimo, tornando as exportações mais caras e reduzindo a competitividade da noz-pecã brasileira em alguns mercados.

“O aumento do custo dos fretes diminuiu o ritmo das negociações internacionais e trouxe mais dificuldades para os exportadores”, explica Wallauer.

Tarifas dos Estados Unidos ainda geram incertezas

Outro ponto acompanhado pelo setor é a política comercial dos Estados Unidos.

De acordo com Wallauer, ainda não há definição sobre os impactos das tarifas anunciadas pelo governo norte-americano para produtos oriundos da América do Sul.

Apesar das incertezas, o presidente do IBPecan avalia que o cenário também pode abrir oportunidades, já que Estados Unidos e México registraram uma safra menor no último ciclo, o que tende a elevar os preços internacionais da noz-pecã.

“Há possibilidade de esse tarifaço americano impactar bastante os produtos de origem sul-americana e brasileira. Ainda não sabemos qual será o custo final, mas os preços podem ficar mais elevados devido à menor oferta na América do Norte”, afirma.

Novas exigências sanitárias dificultam acesso ao mercado europeu

Além das questões logísticas e tarifárias, a Europa passou a impor novos desafios para os exportadores brasileiros.

Segundo Wallauer, mudanças recentes nas normas sanitárias e fitossanitárias para importação de nozes dificultaram o acesso ao mercado europeu.

“Isso está impactando bastante no mundo inteiro para conseguir exportar nozes para a Europa”, ressalta.

O setor espera que essas exigências sejam revistas nos próximos meses, permitindo a retomada do fluxo normal das exportações.

Setor aposta na retomada das exportações

Enquanto o mercado europeu enfrenta novas exigências, o comércio com países asiáticos segue em ritmo mais lento.

Mesmo assim, o IBPecan mantém uma perspectiva positiva para o segundo semestre de 2026. A expectativa é que, com a estabilização do mercado internacional e a ampliação da oferta brasileira, novas oportunidades comerciais sejam abertas.

“Acreditamos que em julho e agosto o mercado vai se estabilizar novamente e vão abrir novas portas para as nozes brasileiras”, conclui Claiton Wallauer.

Caso esse cenário se confirme, a exportação da noz-pecã brasileira poderá ganhar novo impulso, fortalecendo a participação do país no mercado internacional e acompanhando o crescimento esperado da produção nacional.

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