Desafio: extrair o máximo potencial produtivo das plantas

O professor Dr. Douglas Guelfi, da Ufla, abordou o tema “Raízes da necessidade nutricional: demanda e fontes”, durante a Fenicafé 2022.

Publicado em 8 de abril de 2022 às 13h45

Última atualização em 8 de abril de 2022 às 13h45

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Professor Dr. Douglas Guelfi, do Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Crédito Divulgação

O cafeicultor diariamente toma decisões que influenciam no equilíbrio nutricional do cafeeiro. O principal desafio é a escolha das tecnologias relacionadas à nutrição da lavoura que façam com que as plantas expressem seu máximo potencial produtivo no determinado ambiente de produção, fazendo com que essa escolha possa agregar valor ao produto final. É o que explica o professor Dr. Douglas Guelfi, do Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (UFLA), durante a Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, que acontece em Araguari, no Triângulo Mineiro.

Segundo Guelfi, o cafeeiro precisa de 14 nutrientes e, para obter o equilíbrio nutricional da planta, é fundamental distribuir os investimentos em adubação adequadamente entre esses nutrientes. “Para isso, as práticas de manejo de nutrientes 4C (fonte certa, dose certa, época certa e local certo) são princípios fundamentais para atingir o equilíbrio nutricional e eficiência no uso dos fertilizantes”, garante.

Em sua palestra, Guelfi procurou explorar assuntos como a importância do conhecimento da curva de absorção de nutrientes pelo cafeeiro, bem como, dar suporte para os participantes compartilhando conhecimento para tomada de decisão na escolha de tecnologias para fertilizantes.

“Avanços nos patamares de produtividade e rentabilidade na cafeicultura certamente estão relacionados com a busca pelo conhecimento. Com certeza, nos dias atuais os produtores vêm buscando mais acesso ao conhecimento e de uma forma bem rápida e diversificada. Essa troca de experiência certamente faz com que o nossas lavouras cafeeiras sejam mais produtivas e rentáveis, ou seja, o conhecimento certamente gera valor e avanços para a produção de café”, afirma, mostrando a importância de eventos como a Fenicafé para a cafeicultura.

Novas tecnologias – As inovações nas empresas de fertilizantes também têm sido de fundamental importância no desenvolvimento de produtos mais eficientes. “Nos últimos 10 anos, diversas tecnologias surgiram e foram aprimoradas para uso nos diversos ambientes de produção da cafeicultura brasileira. Na prática, isso representa uma planta mais produtiva e mais resistente a pragas”.

A Fenicafé se divide em três partes: o 25º Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, 22º Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada e a 24ª Feira de Irrigação em Café do Brasil.

A feira é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio da Embrapa Café.

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