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Cooperativas agropecuárias gaúchas estão preocupadas com efeitos da estiagem

Cooperativas agropecuárias gaúchas estão preocupadas com efeitos da estiagem

Segundo a RTC/CCGL em pesquisa junto às áreas técnicas de 21 cooperativas dia 21 de janeiro, os números são preocupantes e existe o temor de repetir a safra 2021/2022 caso não ocorram chuvas generalizadas no Rio Grande do Sul o quanto antes.

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Divulgação

Os números das perdas na agropecuária gaúcha com mais um ano de estiagem que castiga o produtor rural começam a aparecer. Na última semana, a Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL) divulgou um trabalho na área técnica de 21 cooperativas do Rio Grande do Sul com uma média ponderada de perdas nestas cooperativas. No milho sequeiro, cultura até o momento mais afetada, já se tem uma quebra contabilizada de 53%. Já na soja, onde o desenvolvimento da cultura não está mais tardio, chega a 16%.

Segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, há uma característica este ano que o Rio Grande do Sul tem locais no Estado, e isso a pesquisa demonstrou claramente, onde as perdas na soja são de 0% e em outras regiões são de mais de 40%. “Isso é uma questão muito séria e traz à tona outro ponto que é o das chuvas mal distribuídas, e essa situação agrava as nossas lavouras”, observa.

Pires destaca também que existem perdas no arroz irrigado, onde as águas nunca estiveram tão baixas, consequência de três anos de estiagem, com o Rio Grande do Sul no terceiro ano com a questão da La Niña e com falta de chuvas abaixo do normal. “Com o arroz a irrigação por inundação vem sofrendo com isto. E no milho, em muitas regiões o grão irrigado por aspersão tem problemas de água também. Ainda bem que estamos no final do ciclo e esta quebra não será tão representativa”, salienta.

O dirigente reforça ainda que a pecuária de leite sofre muito com a alimentação dos animais. “Onde não choveu existe uma escassez muito grande de forragem para os animais. A pecuária de corte também sofre, esta que é uma atividade tão expressiva no Rio Grande do Sul em área. Inclusive está sofrendo porque existem campos na região sul que não têm mais água. As sangas, os pequenos açudes secaram”, frisa.

A FecoAgro/RS já participou de duas reuniões com o governo do Estado, uma delas com a comissão da seca, mostrando todo um panorama e com uma afirmação muito boa por parte do governo, com um comunicado do governador Eduardo Leite de que a irrigação será prioridade. “Esta é uma briga tão forte nossa e tão antiga, ela vai ser prioridade do governo do Estado. E é muito bom ter essa liderança do governador Eduardo Leite nesta questão da irrigação, que não vai resolver o problema da estiagem do Rio Grande do Sul, mas vai mitigar as perdas dos nossos produtores”, avalia.

Pires também ressalta que a entidade está alinhada com os pleitos da Fetag/RS na questão da prorrogação do programa Troca Troca de Sementes, na perfuração de poços, construção de açudes, uma verba emergencial para os produtores passarem esse período de dificuldade. “Em todas estas questões estamos juntos com os pleitos da Fetag/RS, o que não poderia ser diferente, pois o cooperativismo essencialmente é formado por pequenos produtores”, salienta.

A expectativa é que logo possam vir as chuvas para recuperação da pecuária e das aguadas mas, conforme o presidente da FecoAgro/RS, já começam a se consolidar perdas no Rio Grande do Sul, com o milho consolidado e a soja com uma perda que pode aumentar. “Novamente a má distribuição de chuvas castiga as lavouras de verão e as criações no Rio Grande do Sul”, finaliza.

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