Campanha alerta sobre os riscos que sementes piratas causam ao agronegócio

Publicado em 9 de setembro de 2015 às 16h00

Última atualização em 9 de setembro de 2015 às 16h00

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Como forma de despertar o agricultor para a importância de utilizar sementes legalizadas, a Associação de Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), com apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), lançou uma campanha alertando sobre os riscos de utilização das chamadas “sementes piratas“.

A ação faz parte de uma força-tarefa iniciada no mês passado e que já levou denúncias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de produtores que estariam praticando a venda ilegal de sementes.

A campanha é estrelada pela dupla humorística de Mato Grosso ‘Tchó e Béppi’. Os humoristas e jornalistas Luciano Vendrame (Tchó) e Fabinho Mezzacasa (Béppi) interpretam personagens descendentes de italianos. “Os personagens são dois descendentes de italianos nascidos, criados e ‘mal educados’ na roça, que vieram para a cidade, mas a roça não saiu deles. A ideia é retratar de forma bem humorada um assunto sério, que é utilizar sementes piratas“, explicou Luciano Vendrame.

Segundo o presidente da Aprosmat, Carlos Ernesto Augustin, ao fazer a campanha a entidade pretende ampliar a discussão e o alerta aos produtores. “Temos uma série de problemas com essa prática ilegal. Entre eles, o risco da chegada e disseminação de pragas que ainda não foram registradas em terras mato-grossenses; a evasão fiscal, pois esse produto não tem nota; a falta de informação sobre a procedência do produto. Ou seja, a comercialização das sementes piratas põe em risco o agronegócio brasileiro“, afirma.

Biotecnologia
A campanha criada pela agência Amarelo Laranja enfatiza a necessidade de clareza na procedência das sementes. Isso porque, segundo a Aprosmat, quando o produtor adquire semente de qualidade e procedência comprovada está contribuindo com o avanço da biotecnologia. “Temos produto no mercado que evita pelo menos cinco aplicações de veneno, ou seja, o produtor deixa de gastar com aplicação e ganha na lavoura. Por isso, é importante reconhecer a biotecnologia como aliada do setor produtivo. Quando se adquire semente pirata se deixa de contribuir com esse avanço“.

Ele lembra que até mesmo financeiramente não compensa arriscar. “Quando o produtor adquire as sementes ele já paga pelos royalties, e quando salva também faz um recolhimento. Se ele não fizer isso vai ter que pagar diretamente na moega o equivalente a 7,5% sobre o que produzir, o que mostra que nem financeiramente compensa seguir pela ilegalidade“, alerta o presidente.

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