Azeite da Mantiqueira é eleito o melhor do Brasil e alcança 11º lugar entre os cem melhores do mundo no Evooleum 2026

Resultado divulgado nesta sexta-feira (24), na Espanha, inclui ainda o monovarietal Grappolo Epamig entre os destaques da categoria de produção limitada; está é a terceira entrada consecutiva da Vinícola Essenza na lista internacional
Régis Silva Mantikir Summit Premium safra 2026 é eleito o Melhor do Brasil e 11º do mundo pelo guia espanhol
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A Vinícola Essenza, com área de cultivo e manejo na Fazenda Tuiuva, em Maria da Fé (MG), teve dois azeites incluídos entre os 100 melhores do mundo no Evooleum Awards 2026. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (24), após avaliação realizada nos dias 20 e 21 de março, em Córdoba, na Espanha. O azeite Mantikir Summit Premium foi reconhecido como “Best of Brazil” e alcançou o 11º lugar no Top 100 da categoria de produção em larga escala, com 93 pontos e acidez de 0,12%. Já o monovarietal Mantikir Grappolo Epamig estreou no Top 20 da categoria de produção limitada até 2.500 litros, com 92 pontos e acidez de 0,07%.

Na Serra da Mantiqueira, os azeites Mantikir são produzidos em uma área que abriga o olival mais alto do mundo, com mais de 6 mil plantas distribuídas entre 1.700 e 1.910 metros de altitude. Para Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza e produtor dos azeites Mantikir, o resultado reflete a repetição de desempenho técnico ao longo das safras e posiciona o Brasil de forma mais consistente em avaliações internacionais.

“A presença no ranking pelo terceiro ano consecutivo, somada à segunda distinção seguida como melhor azeite do Brasil, indica que existe um padrão técnico sendo mantido. O terroir da Serra da Mantiqueira, com altitude elevada, amplitude térmica e controle no manejo, influencia diretamente o desenvolvimento das azeitonas e contribui para a formação de perfis que respondem bem aos critérios de avaliação internacional”, afirma.

Figurando pela primeira vez na lista da Evooleum, o azeite Mantikir Grappolo tem origem na cultivar Grappolo 541, desenvolvida pela EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), a partir de material genético italiano adaptado às condições da Serra da Mantiqueira. Registrada no Ministério da Agricultura como MGS GRAP541, a variedade integra o conjunto de cultivares protegidas pela instituição, que iniciou pesquisas em olivicultura na região e realizou a primeira extração de azeite extravirgem do Brasil em 2008.

“A Grappolo representa um avanço na adaptação da olivicultura ao Brasil. A cultivar desenvolvida pela EPAMIG já conquistou o Olio Nuovo Days, em Paris, e recebeu o título de melhor azeite do Brasil na Escola Superior do Azeite de Oliva da Espanha, a ESAO, no ano passado, o que reforça a consistência do material adaptado à Serra da Mantiqueira”, explica Herbert Sales.

A 11ª Edição do guia espanhol reuniu 25 provadores internacionais que analisaram quase mil amostras vindas de mais de vinte países, entre eles Espanha, Itália, Portugal, Brasil, Croácia, Turquia, Grécia, Marrocos, França e África do Sul, além da estreia da Jordânia. A lista final incluiu azeites de 11 países, com predominância da Espanha, que ocupa 68 posições, seguida pela Itália, com 15, e por Portugal, com quatro. O Brasil aparece com três azeites na lista, ao lado da Croácia.

O desempenho no Evooleum 2026 dá sequência a uma trajetória recente de reconhecimento internacional da Vinícola Essenza. Em 2025, o Mantikir Summit Premium recebeu 93 pontos e acidez de 0,08%, sendo eleito o melhor azeite do Brasil e figurando como o único representante das Américas na lista daquele ano.

Em 2024, o mesmo rótulo alcançou o primeiro lugar mundial na categoria de produção limitada até 2.500 litros, resultado que marcou a primeira vez que um azeite brasileiro liderou o guia, à frente de produtores da Europa e do Oriente Médio, em um cenário historicamente concentrado em países mediterrâneos.

A produção do azeite Mantikir, realizada em altitude elevada na Serra da Mantiqueira, impõe variações relevantes entre safras, com influência direta de fatores como temperatura, regime de chuvas e tempo de maturação das azeitonas. Essas condições interferem no desenvolvimento dos frutos e exigem ajustes no manejo agrícola e no processo de extração, com decisões técnicas que impactam parâmetros como acidez, estabilidade e perfil sensorial do azeite.

“O desafio está em transformar variáveis naturais em consistência de produto. Cada safra apresenta condições diferentes e exige ajustes no manejo e na extração para manter parâmetros técnicos dentro do esperado”, conclui Herbert Sales.

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