Cafeicultura movimenta R$ 2,7 bilhões em defensivos agrícolas

Estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec, envolveu quase 1,1 mil produtores em 350 municípios das principais regiões produtoras do grão; Minas Gerais e Espírito Santo permanecem à frente em área cultivada e investimentos.

Publicado em 13 de agosto de 2023 às 10h49

Última atualização em 13 de agosto de 2023 às 10h49

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Quinto maior cultivo em vendas da indústria de defensivos agrícolas, o café movimentou R$ 2,7 bilhões em produtos na safra 2022-23, alta da ordem de 17% ante o ciclo anterior (R$ 2,4 bilhões). Os dados são do recém-divulgado estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec. Com a área cultivada do grão medida em 2,1 milhões de hectares, 1% acima do último período, os fungicidas foliares lideraram as vendas: saltaram de R$ 674 milhões para R$ 759 milhões, ou 28% do mercado, uma elevação de 13%.

Os herbicidas, na segunda posição, responderam pelo montante de R$ 727 milhões frente à safra 2021-22 (R$ 494,36 milhões), equivalentes a 27% das transações, com crescimento de 32%. Em terceiro na pesquisa, as aplicações via drench (por jato dirigido abaixo da copa da planta, no sistema radicular) caíram de 28% (R$ 673 milhões) para 24% (R$ 652 milhões). Já os inseticidas alcançaram R$ 434 milhões ou 16% do total, contra R$ 374 milhões (+16%).

Segundo o analista de inteligência de mercado da Kynetec, Lucas Furquim, o mercado de defensivos para café cresceu ancorado no aumento da adoção de produtos e número de tratamentos. No caso dos herbicidas, os alvos centrais foram plantas daninhas em pré e pós-emergência (folhas largas). As pragas bicho-mineiro e broca-do-café puxaram os inseticidas, enquanto a ferrugem-do-café e a seca-dos-ponteiros exigiram do produtor mais fungicidas foliares.

Em área cultivada do grão, complementa o especialista da Kynetec, o FarmTrak mostrou que Minas Gerais segue o estado mais representativo: 1,2 milhão de hectares ou 60% do total (2,1 milhões de hectares), principalmente em face da produção de café arábica. Em valor, a cafeicultura mineira destinou R$ 1,6 bilhão aos agroquímicos, 62% da movimentação do mercado.

O Espírito Santo se manteve na segunda posição em área e investimentos em tecnologias para controle de pragas, doenças e invasoras. No estado onde predomina a variedade robusta, que ocupou 441 mil hectares ou 21% do plantio total, o cafeicultor consumiu R$ 400 milhões em produtos, 15% do mercado.

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