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Sistema rotacionado cultivo de arroz irrigado e soja

A irrigação via pivô central está em alta e vem sendo utilizada em lavouras do Rio Grande do Sul
Arroz - Crédito: Shutterstock

Publicado em 11 de janeiro de 2021 às 09h55

Última atualização em 11 de janeiro de 2021 às 09h55

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Diouneia Lisiane BerlitzDoutora e proprietária – DLB Soluções Biológicas – Assessoria e Consultoriadberlitz@hotmail.com

Cleiton José RamãoEngenheiro agrônomo – 12º NATE-IRGA, Uruguaiana (RS)

Júlio Kuhn da Trindade Engenheiro agrônomo – IRGA Cachoeirinha

Arroz – Crédito: Shutterstock

A irrigação via pivô central está em alta e vem sendo utilizada em lavouras do Rio Grande do Sul. Essa técnica permite uma economia superior a 50% no uso de água, em comparação com as duas outras formas de irrigação, além de viabilizar a rotação de culturas.

Na safra 2018/19 o cultivo de arroz nessa modalidade foi muito expressivo na Fronteira Oeste do Estado, com a utilização de 25 pivôs em uma área superior a dois mil hectares. O custo de produção utilizando o sistema de inundação por taipas foi de R$ 6.503,74 ha-1 e R$ 7.194,03 ha-1 para as safras 2017/18 e 2018/19, respectivamente.

No sistema de irrigação via pivô, os custos foram de R$ 5.287,72 e R$ 5.640,16 para as respectivas safras, de acordo com Tortelli et al., (2018).

Viabilidade

No sistema rotacionado, o cultivo de soja com arroz é favorável, pois pode reduzir o banco de sementes de plantas daninhas, especialmente o arroz vermelho, uma vez que a soja pode impedir a emergência dessas sementes, além de propiciar qualidade ao solo decorrente da adubação.

Apesar disso, no cultivo de soja deve ocorrer o correto manejo de plantas daninhas para que estas não se tornem problemas maiores quando inserir o arroz no campo. Outra vantagem desta interação é a ‘quebra’ do ciclo de pragas, como os insetos, e agentes causadores de doenças, como fungos e bactérias, cujo alvo não é a soja, além da reposição de matéria orgânica e a manutenção da cobertura do solo proteger contra as radiações solares.

Para a implementação dessa rotação, sistema conhecido como ‘ping-pong’, é necessário o preparo do solo por meio do desmonte das taipas, correção de rastros deixados no período de colheita do arroz, e avaliação do solo, uma vez que valores baixos de pH e fósforo podem dificultar o desenvolvimento da soja.

Além disso, avaliar a aplicação de herbicida anterior à semeadura da soja poderá diminuir a quantidade de aplicações desse insumo posteriormente. Em relação à produtividade do arroz, o incremento pode atingir 15% decorrente da rotação com soja. Já no caso da soja, a produtividade foi de, aproximadamente 2.500 kg ha-1 na safra 2018/19 em rotação com o arroz (IRGA-Dater).

Pesquisas

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Dados do Dr. Julio Kuhn da Trindade (IRGA) apresentam resultados interessantes em diferentes sistemas de cultivo. O trabalho comparou as lavouras cultivadas com arroz e pousio (S1); arroz e azevém no inverno (S2), e arroz, soja e azevém (S3) no período 2013-2017.

No S1 a produtividade média de arroz foi de 203 sc/ha, no S2 foi de 223 sc/ha e no S3 foi de 240 sc/ha. No S3 para a soja, a produtividade média das quatro safras foi de 61 sc/ha. Em relação aos custos para a safra 2018/19, o arroz apresentou 105% de ganhos e 34% de ganho para a soja.

Nesse trabalho também foram avaliados ganhos ambientais relacionados especialmente ao solo, onde o percentual de matéria orgânica (MO) foi superior no S2 e S3, cerca de 6%, com ganhos também na quantidade de fósforo e potássio.

Acredita-se que o sistema rotacionado entre soja e arroz seguirá em ascensão, em que o planejamento pelo agricultor é essencial para o sucesso da atividade. Além dos ganhos econômicos relacionados especialmente à alta liquidez da soja, pode-se citar os ganhos ambientais, com a redução no uso de água e melhoria na qualidade física, química e biológica dos solos.

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