Mato Grosso possui a maior produtividade nacional de feijão-caupi

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio- Norte) realizou uma live, na última terça-feira (23/06), onde foi debatido o tema: "Feijões caupi e mungo: Demanda de mercado para exportação".
Feijão-caupi - Créditos: Pauta pronta

Publicado em 30 de junho de 2020 às 09h55

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 15h42

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Feijão-caupi – Créditos: Pauta pronta

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio- Norte) realizou uma live, na última terça-feira (23/06), onde foi debatido o tema: “Feijões caupi e mungo: Demanda de mercado para exportação”. A live contou com a participação do pesquisador da Embrapa Meio-Norte Kaesel Damasceno, Marcelo Luders – presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) e Iuri Bruns, sócio fundador da Samba Internacional.

Para abrir os trabalhos, o pesquisador Kaesel Damasceno detalhou os tipos de feijões consumidos no Brasil, com ênfase nas espécies caupi e mungo, em seguida expôs o cenário mundial do consumo de feijão. “A China e a Índia são os principais mercados para as culturas discutidas aqui hoje, então estes países são consumidores natos destas culturas e desta forma é uma possibilidade imensa para toda a cadeia produtiva que se apresenta”, disse.

O Brasil segundo números da Ibrafe exporta pulses para 75 países, sendo que no período de 2015 a 2019 a Índia representou 52% deste total de exportações.  Quando se fala na cultura do feijão-caupi, Kaesel Damasceno explica que o Brasil tem a terceira maior produção mundial, com destaque para o trabalho realizado em Mato Grosso. “O Mato Grosso tem a maior média de produtividade com cerda de 1100 quilos por hectare e isso é devido ao investimento em tecnologia e pesquisa, para se ter uma ideia no Ceará, que tem uma das maiores áreas plantadas no Brasil não passa de 300 quilos por hectare. O desafio em relação ao caupi é aumentar a média de produtividade nacional”, concluiu.

Para Iuri Bruns, sócio da Samba Internacional, empresa exportadora de feijão e pulses o caminho para a cadeia produtiva é profissionalizar mais o setor, encontrar uma forma de trabalhar com sementes que tenham origem dando mais qualidade ao mercado.  “Hoje os clientes de Brown eye preferem o produto do Brasil, pela homogeneidade de colheita, com emprego da mecanização na cultura, nós conseguimos ter um padrão de qualidade em grandes volumes, que é uma coisa que os indianos e chineses não estava acostumados”, disse.

O presidente do Ibrafe, Marcelo Luders fechou a rodada de palestras da live promovida pela Embrapa Meio-Norte, onde destacou dados mundiais sobre o mercado internacional de feijões e pulses.  “O Brasil em 2018 contou com apenas 1,86% da comercialização mundial do feijão mung com 24,19 mil toneladas, ou seja, um mercado a ser explorado com o crescimento da demanda por um alimento de mais qualidade” comentou.

Com este cenário consumidor demandando alimentos “plant protein”, Luders destaca as formas de crescimento do mercado nacional, com trabalho em várias frentes, com pesquisa e fundos financeiros para as associações que promovem o desenvolvimento da cadeia produtiva, como o exemplo citado por ele, a Associação dos Produtores de Feijão, Trigo e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), sementes registradas, rastreabilidade e contratos na bolsa.

Após a palestra da Marcelo Luders o espaço foi aberto para perguntas dos participantes da live. Com duvidas basicamente sobre as características do mercado internacional, demandas de espécies de feijão e perspectivas a curto e médio prazo do Brasil neste cenário. Confira a live pelo link https://youtu.be/FzCIvkFW9P4 .

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