Diagnósticodo estado nutricional do tomateiro

Crédito Ana Maria Diniz

Publicado em 6 de dezembro de 2018 às 10h11

Última atualização em 6 de dezembro de 2018 às 10h11

Acompanhe tudo sobre Adubação, Análise de solo, Fertirrigação, Rentabilidade, Tomate, Traça e muito mais!

Leandro Hahn

leandrohahn@epagri.sc.gov.br

Anderson Fernando Wamser

Engenheiros agrônomos, doutores e pesquisadores – Estação Experimental de Caçador (SC) e professores da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp)

Camila Moreira

Graduanda em Agronomia, Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp)

Marlova Bernardi

Joel Hennecka

Marcos Zambiasi

Graduandos em Agronomia – Unidade Central De Educação Faem Faculdade (UCEFF)

Crédito Ana Maria Diniz

O tomateiro é uma das principais hortaliças em importância econômica e social, sendo também uma das mais exigentes em adubação. A quantidade de nutrientes absorvida pela cultura durante seu ciclo depende de fatores bióticos e abióticos, concentração de nutrientes no solo, época de semeadura, cultivares, entre outros.

O ponto de partida rotineiramente empregado para estabelecer uma recomendação de adubação do tomateiro é a coleta e análise de solo. A partir dos teores disponíveis no solo, a recomendação é baseada em tabelas, tendo como referência a necessidade de aplicação de adubos e corretivos para correção do solo e a reposição dos nutrientes exportados pela cultura.

Assim, diferentes doses de fertilizantes e corretivos são aplicadas ao solo. No entanto, essa aplicação não garante que os nutrientes serão absorvidos e assimilados pela planta na quantidade e proporção adequada.

A análise química do solo é realizada na ausência da planta, ou seja, sem considerar aspectos que podem limitar a absorção dos nutrientes, como aeração e temperatura do solo, competição entre elementos, patógenos, clima e as próprias exigências dos vegetais.

Neste sentido, o uso exclusivo da análise do solo pode não precisar a necessidade real da cultura e, desta forma, o produtor pode não obter o resultado esperado em sua produção.

 

Sem erros

Técnica para avaliar o estado nutricional do tomateiro – Crédito Leandro Hahn

Para reduzir erros na recomendação de adubação do tomateiro, mesmo que o produtor detenha alto nível tecnológico em sua produção, deverá buscar ferramentas que proporcionam um aumento da produção e qualidade do fruto, com redução nos custos e, consequentemente, aumento da rentabilidade.

Vamos apontar algumas técnicas que podem ser utilizadas pelos produtores para melhorar a sua capacidade de diagnosticar o estado nutricional do tomateiro, podendo, inclusive, fazer ajustes durante o crescimento das plantas para corrigir deficiências e diminuir aplicações excessivas de fertilizantes.

A vantagem de utilizar estas metodologias é a precisão para a realização de um manejo racional da adubação, principalmente sob adubações de alta frequência, como é o caso da fertirrigação no tomateiro.

 

Uso da curva de crescimento e marcha de absorção de nutrientes

 

O conhecimento destas informações é imprescindível para acertar o fornecimento de nutrientes de acordo com a demanda de cada híbrido e local de cultivo. Via fertirrigação, todos os nutrientes podem ser fornecidos de modo rápido e eficaz, sempre observadas as exigências em cada estádio de desenvolvimento e os processos fisiológicos, fazendo uso de vários métodos para o monitoramento e avaliação destes níveis nutricionais da planta e no solo.

Por isso consideramos imprescindível que as empresas detentoras dos híbridos obtenham estas informações e as disponibilizem aos técnicos e produtores.

 

Método de observação visual

 

A experiência do técnico e tomaticultor contam muito para diagnosticar se uma lavoura está bem nutrida ou não. No entanto, no campo é muito comum haver discordância com relação a este aspecto, afinal, o diagnóstico dos sintomas visualmente é um procedimento subjetivo.

Além disso, quando ocorrem problemas nutricionais, seja por deficiência ou excesso, o prejuízo com a diminuição da produção pode já ter ocorrido. O fenômeno da fome oculta é também um problema que pode não ser diagnosticado visualmente. Neste caso, a planta está com deficiência nutricional, porém, não manifesta os sintomas.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de dezembro  de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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