Cafeeiros robusta e conillon podem sim ser esqueletados

Fotos José Braz Matiello

Publicado em 25 de julho de 2018 às 07h56

Última atualização em 25 de julho de 2018 às 07h56

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José Braz Matiello

Engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação Procafé

jb.matiello@yahoo.com.br

Fotos José Braz Matiello
Fotos José Braz Matiello

Esqueletamento é uma poda drástica que elimina, pelo corte mais próximo ao tronco, a parte mais terminal dos ramos produtivos, visando aumentar o número e alongar as novas brotações de ramos laterais. Ao mesmo tempo, com o corte superior da haste ocorre um estímulo a essas brotações laterais

O esqueletamento e o desponte são podas semelhantes. A diferença está na distância de corte dos ramos em relação ao tronco – o esqueletamento normalmente corta a 20-40 cm e o desponte de 40-60 cm.

Outros tipos de podas adotados em cafeeiros arábica são a recepa e o decote. Já, no café conillon a poda mais usada é a programada, em que se eliminam hastes velhas e deixa-se brotar novas hastes.

O cafeeiro robusta e conillon não era esqueletado justamente por ter muitas hastes. Assim, a troca de ramos produtivos se dá pela simples troca de hastes, porém, isso exige muito trabalho de desbrota. Além disso, se tinha a impressão que os ramos laterais do conillon não brotavam bem.

Fotos José Braz Matiello
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Vantagens

O esqueletamento traz ganhos de produtividade para o cafeeiro, pois mantém toda a estrutura da ramagem, com isso havendo rápida recuperação das plantas e sua ligeira retomada produtiva.

A técnica deve ser feita após uma safra alta e com corte a cerca de 40 cm do tronco, isso lateralmente. A altura de corte da(s) haste(s) principal(is) deve ser feita a cerca de 02 m de altura, dependendo do espaçamento das plantas.

A época de fazer, quanto mais cedo, no pós-colheita, melhor e mais rápida virá a brotação.

O esqueletamento pode ser feito ou com esqueletadeiras mecanizadas, operação com trator ou com esqueletadeiras motorizadas, de operação manual, dependendo do tamanho da área a ser podada e da topografia local do cafezal.

A novidade do esqueletamento nos cafezais conillon veio para agregar à atividade, pois a técnica já era muito usada em cafeeiros arábica, permitindo economia de custos.

No caso do cafeeiro conillon, se indica seu uso combinado com a condução de menor número de hastes por planta, uma ou duas. Recomenda-se, ainda, o uso de espaçamento com menor distância entre plantas na linha, de 60 – 80 cm.

O manejo da poda deve evitar cortes muito junto ao tronco/haste dos cafeeiros, evitando-se podas tardias e, de preferência, em cafeeiros onde vêm sendo conduzidas menos hastes por planta.

 Fotos José Braz Matiello
Fotos José Braz Matiello

Custo x retorno

O custo da poda vai depender do equipamento usado – se manual ou mecanizado. Varia o rendimento de 0,5 a 1,0 ha por dia com equipamento de operação manual e de 05 – 07 ha por dia no mecanizado.

Já o retorno produtivo e econômico é sensível, pois não se utiliza a desbrota e se viabiliza a colheita mecanizada do conillon com o mesmo maquinário usado em cafeeiros arábica.

Essa matéria você encontra na edição de julho de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar.

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