Tratamento de sementes com fungicida é estratégia para prevenção e controle de mofo branco

Crédito - Daniel Cassetari

Publicado em 1 de novembro de 2017 às 07h43

Última atualização em 1 de novembro de 2017 às 07h43

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Crédito – Daniel Cassetari

O mofo branco, doença causada pelo fungo Sclerotiniasclerotiorum, está se tornando cada vez mais grave em várias regiões, provocando danos às culturas de soja, feijão e algodão. É uma doença de difícil controle e que pode ser transmitida pelas sementes.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Augusto César Pereira Goulart, explica que esses microrganismos sobrevivem por meio das sementes e se dissemina pela lavoura. “Os danos causados pela doença variam de acordo com os níveis de suscetibilidade das culturas, as condições climáticas e o manejo empregado“, acrescenta.

O uso de sementes não beneficiadas, ou seja, sementes caseiras ou piratas, que possam conter escleródio, contribui com a disseminação desse fungo, que pode reduzir em até 40% a produtividade das lavouras. Em 2009, a Portaria nº 47, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) passou a recomendar que sejam recusados lotes de sementes de soja que apresentam um escleródio.

“Esse foi um importante avanço para a agricultura, pois a detecção do patógeno em sementes constitui um dos pontos mais importantes para controle do mofo branco“, enfatiza Augusto. Outras medidas para controle da doença são: rotação de culturas, espaçamento entrelinhas, uso de fungicidas pulverizados na parte aérea e em tratamento de sementes, controle biológico, adubação verde, entre outros“, aponta o pesquisador.

Tratamento de sementes é fundamental

Apesar da legislação ser clara, ainda assim os pesquisadores recomendam o tratamento de sementes com fungicida como uma medida de segurança para impedir ou retardar a disseminação do fungo nas lavouras. “Esse tratamento de sementes é necessário, pois pode erradicar ou reduzir aos mais baixos níveis os fungos presentes nas sementes“, explica Augusto Goulart.

Ele salienta ainda que o tratamento de sementes com fungicidas gera outros benefícios, tais como: proteção às sementes e plântulas contra fungos de solo, evita o desenvolvimento de epidemias no campo, uniformiza a germinação e emergência, reduz os riscos na fase de implantação das lavouras, propicia maior desenvolvimento radicular e estabelecimento inicial da lavoura com uma população ideal de plantas.

O tratamento de sementes industrial e o uso de fungicidas são destaque no livro “Progressos no tratamento de sementes para o manejo e controle do mofo-branco em soja, algodão e feijão“, escrito por Augusto Goulart.

O livro é fruto do 1º Encontro Internacional de Mofo Branco no Brasil, realizado em Ponta Grossa, em 2012 e que reuniu cerca de 500 pesquisadores da América do Sul, América do Norte e Europa. A partir dessa reunião foi formada uma grande rede de pesquisadores, o que possibilitou a elaboração da publicação, considerada a única do gênero no País e no mundo.

A publicação tem o valor de R$ 170,00, conta com 520 páginas ilustradas e pode ser adquirida junto à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Institucional, Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (FAUEPG).

Essa matéria você encontra na edição de novembro 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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