Mudas de café com pseudomonas exigem medidas drásticas de controle

Créditos José Braz Matiello

Publicado em 13 de maio de 2017 às 07h06

Última atualização em 13 de maio de 2017 às 07h06

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José Braz Matiello

jb.matiello@gmail.com

Saulo R. Almeida

Engenheiros agrônomos da Fundação Procafé

José Renato Dias

Lucas Franco

Engenheiros agrônomos da Fazenda Sertãozinho

Créditos José Braz Matiello
Créditos José Braz Matiello

A doença mancha aureolada, causada pela bactéria Pseudomonasseryngaepv. garcae, é problemática em ambientes úmidos e frios, ocorrendo em lavouras no campo e, também, nos viveiros de mudas de café.

O controle desta doença envolve medidas culturais e o controle químico. Este tipo de controle é dificultado por não existir produto bactericida sistêmico capaz de curar a doença quando já instaladanos cafeeiros ou em suas mudas.

Ataque x controle

Nos viveiros, o ataque de Pseudomonas é favorecido pela umidade, pela sombra, pelos ventos e pela adubação nitrogenada. A presença de lavouras vizinhas ao viveiro tende a facilitar o ataque.

Para o controle preventivo nas mudas de café, indica-se o uso de produtos cúpricos, pulverizados quinzenalmente, podendo ser usadas, ainda, aplicações complementares de Kasugamicina e outros produtos novos no mercado, ainda em teste, sendo todos de efeito apenas protetivo.

Os fungicidas cúpricos se mostram eficientes, pois o cobre é tóxico às bactérias. No entanto, apesar desta proteção, é comum escaparem alguns focos da doença nos canteiros e, neste caso, não havendo boas condições de cura, indica-se uma solução drástica, consistindo na eliminação das mudas atacadas tão logo se verifique o ataque.

Se não controlada no viveiro, a mancha aureolada pode provocar lesões nas folhas dos cafeeiros, desfolha e seca de ramagem no campo - Créditos José Braz Matiello
Se não controlada no viveiro, a mancha aureolada pode provocar lesões nas folhas dos cafeeiros, desfolha e seca de ramagem no campo – Créditos José Braz Matiello

Este procedimento de eliminação de mudas foi adotado em viveiro, com bons resultados. Ele se baseia no fato de o inóculo da bactéria, presente nas folhas e caule das mudas, se disseminar para as demais, principalmente pelos pingos da água de irrigação.

Neste procedimento, quando a reboleira é bem definida, devem-se retirar as mudas junto com as sacolas. Assim, quando começa o ataque em mudas salteadas no canteiro, basta arrancar e eliminar as mudas atacadas.

A prática tem mostrado que, embora seja possível recuperar mudas atacadas no viveiro, elas retomam a doença quando levadas ao campo, e aí o problema pode se agravar, chegando mesmo à morte das plantas.

Alternativas

Como medidas paralelas ao controle, deve-se reduzir a irrigação das mudas, cortar temporariamente a adubação nitrogenada e promover o “endurecimento“ das mudas com o uso de triadimenol por meio de rega.

Essa matéria você encontra na edição de maio 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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