Mudas de café com pseudomonas exigem medidas drásticas de controle

Mudas de café com pseudomonas exigem medidas drásticas de controle - Crédito José Maria

Publicado em 7 de junho de 2015 às 07h00

Última atualização em 7 de junho de 2015 às 07h00

Acompanhe tudo sobre Adubação, Água, Café, Hortifrúti, Irrigação, Oliveira, Viveiro e muito mais!

 

José Braz Matiello

jb.matiello@yahoo.com.br

Saulo Roque Almeida

Engenheiros agrônomos da Fundação Procafé

José Renato Dias

Lucas Franco

Engenheiros agrônomos das Fazendas Sertãozinho

 

Mudas de café com pseudomonas exigem medidas drásticas de controle - Crédito José Maria
Mudas de café com pseudomonas exigem medidas drásticas de controle – Crédito José Maria

A doença mancha aureolada, causada pela bactéria Pseudomonas seryngae pv. garcae, é problemática em ambientes úmidos e frios, ocorrendo em lavouras no campo e, também, nos viveiros de mudas de café.

O controle da doença envolve medidas culturais e o controle químico. Este tipo de controle é dificultado por não existir produto bactericida sistêmico, capaz de curar a doença quando já instalada, nos cafeeiros ou em suas mudas.

Nos viveiros o ataque de Pseudomonas é favorecido pela umidade, pela sombra, pelos ventos e pela adubação nitrogenada. A presença de lavouras vizinhas ao viveiro tende a facilitar o ataque.

Prevenção

Para o controle preventivo, nas mudas de café, indica-se o uso de produtos cúpricos, pulverizados quinzenalmente, podendo ser usadas, ainda, aplicações complementares de kasugamicina e outros produtos novos no mercado, ainda em teste, sendo todos de efeito apenas protetivo.

Os fungicidas cúpricos atuam de forma eficiente, pois o cobre é tóxico às bactérias. No entanto, apesar dessa proteção, é comum escaparem alguns focos da doença nos canteiros e, neste caso, não havendo boas condições de cura, indica-se uma solução drástica, consistindo na eliminação das mudas atacadas tão logo se verifique o ataque.

Este procedimento de eliminação de mudas foi adotado recentemente em viveiro, com bons resultados. Ele se baseia no fato de que o inóculo da bactéria, presente nas folhas e caule das mudas, se dissemina para as demais principalmente pelos pingos da água de irrigação.

Crédito Cristiano Soares de Oliveira
Crédito Cristiano Soares de Oliveira

Neste procedimento, quando a reboleira é bem definida, deve-se retirar as mudas junto com as sacolas, e quando começa o ataque em mudas salteadas no canteiro basta arrancar e eliminar as mudas atacadas.

A prática tem mostrado que, embora seja possível recuperar mudas atacadas, no viveiro elas retomam a doença quando levadas ao campo, e aí o problema pode se agravar, chegando mesmo à morte das plantas.

Alternativas

Como medidas paralelas ao controle deve-se reduzir a irrigação das mudas; cortar, temporariamente, a adubação nitrogenada e promover o “endurecimento“ das mudas, com o uso de triadimenol, através de rega.

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