Quem visita hoje as principais regiões produtoras de morango do país — do Sul de Minas à Serra Gaúcha, passando por Paraná, Santa Catarina e São Paulo — encontra uma paisagem cada vez mais parecida: túneis plásticos e fileiras de slabs e calhas suspensas na altura da cintura do trabalhador. A migração do solo para o alto deixou de ser tendência: virou o padrão tecnológico da cultura.
E nesse sistema, a escolha do substrato é a decisão que define o teto produtivo da lavoura antes mesmo do plantio da primeira muda.
A razão é simples: no cultivo fora do solo, o substrato é, ao mesmo tempo, a “casa” e o “pulmão” das raízes. É ele que precisa segurar água sem encharcar, oferecer oxigênio sem ressecar, ancorar a planta e conduzir a solução nutritiva da fertirrigação de forma homogênea ao longo de toda a safra.
Um modelo consolidado
No Brasil, o marco é o ano 2000, quando produtores da Serra Gaúcha iniciaram os primeiros plantios em substrato sobre bancadas. A experiência ensinou rápido: o sistema evoluiu para bancadas com duas linhas de slabs a cerca de um metro do chão, depois para linha única e, mais recentemente, para o sistema de calhas, em que todas as plantas ficam no mesmo nível, com máxima captação de luz e ventilação. Ao longo dessas duas décadas e meia, o modelo foi exaustivamente estudado por Embrapa, Epagri, IDR-Paraná, Emater e universidades, que validaram materiais, volumes e manejos. Hoje, não se trata de sistema experimental: é tecnologia consolidada, com pacote técnico definido.
A receita que funciona no Brasil
Diferentemente da Europa, onde predominam turfa e fibra de coco, o Brasil desenvolveu um caminho próprio, apoiado em subprodutos agroindustriais abundantes. A formulação que se consolidou nas lavouras nacionais combina dois componentes complementares, como mostra a Tabela 1.
TABELA 1: Componentes do substrato e suas funções na mistura

O equilíbrio entre os dois materiais entrega o que o morangueiro exige: boa porosidade total, drenagem rápida do excesso de água e reserva de umidade facilmente disponível entre um pulso e outro de fertirrigação. E há um bônus que agrada tanto ao bolso quanto ao mercado: a formulação transforma subprodutos da indústria madeireira em insumo de alto desempenho, com registro no Ministério da Agricultura.

Slab ou calha? Dois caminhos, o mesmo substrato
Na prática, o produtor encontra a formulação pronta em dois formatos. O slab é a bolsa de cultivo já preenchida. Empresas de referência no setor, como a Agrofior, fornecem o produto com diferencial de vir embalado em filme plástico resistente de dupla face — branca por fora, para refletir calor, e preta por dentro, para bloquear luz e algas —, com cerca de 1,20 metros de comprimento e 32 litros de substrato, pronto para receber de 6 a 8 mudas.
Já a calha é a estrutura contínua, metálica ou plástica, que o produtor preenche com o substrato a granel ou em sacos, compondo uma linha única e uniforme.
A Tabela 2 ajuda na decisão e, nos dois formatos, as exigências químico-físicas do substrato são as mesmas.
TABELA 2: Slab ou calha? Comparativo entre os dois sistemas



Sanidade garantida: a palavra de quem fabrica o substrato
Para o diretor da Agrofior, Elizandro Fiorese, a sanidade é o ponto de partida de qualquer lavoura fora do solo — e vale para as duas formulações da empresa.
“Todo lote que sai da fábrica é analisado, e as garantias são as mesmas para o Substrato para Morango M2 e para o PVC 514, ambos disponíveis em slab pronto para plantar ou a granel, para o preenchimento de calhas”, afirma.
“O material chega à lavoura isento de plantas daninhas e patógenos, com metais pesados abaixo dos limites do MAPA e livre de contaminantes biológicos. Com a sanidade de fábrica, o produtor começa o ciclo com a ‘casa’ das raízes limpa, e isso aparece na planta e no fruto”, completa Fiorese.
Tire suas dúvidas
Você já cultiva morango fora do solo ou está planejando a transição? Fale com um consultor da Agrofior – Substratos para Morango pelo WhatsApp (41) 99290-0281 clicando AQUI ou assista à implantação do slab no vídeo.