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Projeto Aracê Iba, da Bolsa de Ação Climática, traz proteção para o coração da Amazônia no Pará

Iniciativa protege 3.663,0870 hectares de floresta nativa, consolidando-se como um verdadeiro santuário da biodiversidade amazônica.
Tucano-de-bico-verde é símbolo do Projeto Aracê Ibá na B4, a bolsa de ação climática / Crédito: Freepik
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No dialeto tupi-guarani, Aracê Iba significa “Aurora da Árvore” ou “Renascimento da Árvore”. Mais do que um nome poético, o projeto representa um novo paradigma de conservação na Fazenda Santana, em Aveiro, no Pará. Sob a liderança do idealizador Waldemar Antônio Schmitz, a iniciativa protege 3.663,0870 hectares de floresta nativa, consolidando-se como um verdadeiro santuário da biodiversidade amazônica.

O diferencial do Aracê Iba reside em sua robustez jurídica e técnica. O projeto segue rigorosamente a legislação federal (Lei 15.042). 

“O cliente que acessa nossos créditos de carbono está comprando ‘coisa quente’, um ativo sustentável vivo que está em uma propriedade com gestão do domínio garantido, sem arrendamentos ou invasões”, afirma Waldemar Schmitz, CEO da JJG Carbon. Essa transparência é reforçada pela listagem com a B4, que realiza auditorias externas para garantir a validade e a rastreabilidade dos ativos, assegurando a idoneidade do projeto. 

Impacto social escalável: o fator humano

Para além do propósito de carbono, o Aracê Iba se destaca pelo seu modelo social escalável. Parte dos recursos provenientes da venda dos créditos é destinada diretamente à melhoria da qualidade de vida das comunidades locais, inicialmente contemplará a Comunidade de Aracati, no município de Aveiro, e após demais projetos em implantação, serão atendidas outras comunidades do município. 

O planejamento prevê a implantação de infraestrutura essencial conforme o avanço das vendas, com a construção de banheiros e instalação de infraestrutura elétrica e de comunicação. Também está na linha de ações treinamentos para extração sustentável de óleo de copaíba, cumaru, castanhas e fomento à apicultura. Haverá ainda a distribuição de medicamentos e construção de salões comunitários e centros de reciclagem.
 

Waldemar Schmitz, CEO da JJG Carbon. Foto: acervo pessoal

Rumo a 2026: expansão e mercado regulado

Após uma participação de destaque na COP30, onde o projeto estabeleceu diálogos com representantes de mais de 50 países, o Aracê Iba entra em 2026 com foco na comercialização em larga escala. A iniciativa já atrai a atenção de grandes instituições, em estágios avançados com grandes banco do mercado, que buscam ativos de alta integridade para fundos de ETFs e estratégias de descarbonização, demonstrando interesses e validando auditorias externas, que determinarão e garantirão toda lisura do projeto, inclusive com avaliações e precificações justas.

“Nosso objetivo para este ano é fortalecer as parcerias com bancos e organizações internacionais, ajudando empresas a atingirem o Net Zero com compensações justas e reais”, projeta Schmitz. 

Como contribuir

O projeto também abre frentes para o mercado voluntário, permitindo que cidadãos e empresas mitiguem sua pegada de carbono diária através da aquisição direta de créditos via plataforma digital. Cada crédito adquirido equivale à preservação e conservação de uma árvore e meia na Floresta Amazônica.

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