4º Mundial do Queijo do Brasil: Melhor Queijeiro do Brasil chega à final com prova que avalia se o queijo entrega o que o produtor prometeu meses antes

Etapa decisiva acontece em 18 de abril e reúne produtores de São Paulo, Paraná e Minas Gerais em uma disputa que avalia fabricação, cura e criatividade.
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A programação do 4º Mundial do Queijo do Brasil, que acontece no Teatro B32, em São Paulo, traz um dos eventos mais esperados entre os produtores: a final do concurso Melhor Queijeiro do Brasil 2026, que será realizada no dia 18 de abril.  A etapa reúne quatro finalistas de São Paulo, Paraná e Minas Gerais e propõe uma avaliação que vai além do produto pronto. Os jurados analisam se os queijos apresentados correspondem ao perfil sensorial descrito pelos próprios produtores meses antes, na primeira fase da disputa.

A competição começou em novembro de 2025, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), com a Prova Prática de Fabricação. Na ocasião, cada participante produziu um queijo a partir de 50 litros de leite cru recém-ordenhado, sem tratamento térmico antes da adição do coalho. Além da fabricação, os candidatos também passaram por uma arguição oral em que explicaram o resultado que pretendiam alcançar em termos de textura, aroma e sabor.

Entre os finalistas está Júlia Ribas, da Quinta das Magnólias, de Bragança Paulista (SP), que apresentou um queijo com cura feita com ingredientes naturais, textura macia e olhaduras regulares. A proposta inclui casca recoberta com cera de abelha após a cura, com perfil de sabor delicado, frutado e adocicado, além de aroma associado ao mel de abelha nativa.

Também está na final Kennidy de Bortoli, do Biopark, de Toledo (PR), que propôs um queijo de casca lavada com sal e gelo cristal, com textura rústica e maturação conduzida com uma bebida fermentada. A expectativa é de um queijo com média untuosidade, umidade constante e notas lácteas, doces e vegetais. Participam como assistentes Isabelli Maria dos Passos e Nayara Leontino Scherpinski.

Representando a Cruzília (MG), Tarlei Arantes Oliveira, da Lat. Cruzília, aposta em um queijo de textura elástica, com olhaduras mecânicas, massa branca e casca amarelada. O perfil esperado é de sabor mais intenso, com possibilidade de evolução para notas picantes ou referências a queijos como parmesão, a depender do tempo de maturação. Seus assistentes são Laís Messias Sousa e Welington Camilo Arantes da Silva.

O quarto finalista é Mauro Marialva, da Fazenda Marialva, de Madre de Deus de Minas (MG), que apresentou um queijo cilíndrico, entre 3,5 kg e 4 kg, com textura untuosa, cremosa, leve elasticidade e possíveis olhaduras formadas pela fermentação do citrato. Entre os diferenciais está o uso de carvão natural para controlar a formação da casca. A proposta é de um queijo de sabor marcante, pensado para aperitivos. A assistente é Keriman Tainá Rodrigues de Oliveira.

Prova final

Agora, cerca de quatro meses depois da primeira etapa, os jurados vão provar esses queijos e verificar se o resultado final corresponde ao que foi anunciado na fabricação. É esse intervalo entre intenção e maturação que diferencia o concurso: mais do que premiar um queijo bem executado, a disputa observa a capacidade de o produtor conduzir o processo até o resultado esperado.

Depois da fabricação, os queijos foram levados às queijarias de cada participante, onde passaram por cura e maturação sob responsabilidade dos próprios candidatos. Nesse percurso, entram fatores como manejo da casca, controle de umidade, ambiente de maturação e adaptação ao comportamento do leite cru.

Outra fase do concurso foi a Prova de Cura, em que cada participante recebeu dois queijos de massa prensada recém-fabricados e teve a missão de conduzir uma maturação própria, justificando tecnicamente as escolhas feitas ao longo do processo.

Na etapa final, os concorrentes também participam da Prova de Criatividade Queijeira, com o tema Via Láctea. A proposta é que cada finalista, com sua equipe, desenvolva três queijos autorais, cada um com formato, textura e tipo de casca diferentes, inspirados em elementos como estrelas, luas, planetas, galáxias e signos do zodíaco.

A etapa decisiva será realizada em 18 de abril, no Teatro B32, em São Paulo. A programação prevê, às 8h, uma prova teórica com 20 questões de múltipla escolha sobre cultura queijeira; ao meio-dia, a apresentação oficial dos finalistas; e, às 14h, a prova final de apresentação e degustação, em que os candidatos irão apresentar aos jurados os queijos produzidos nas três etapas anteriores e responderão a perguntas sobre processos e escolhas técnicas. O encerramento está marcado para às 20h30, com a cerimônia de premiação.

O vencedor receberá o título de Melhor Queijeiro do Brasil 2026, além de uma passagem para a França para participar do Salon du Fromage de Paris, um dos principais encontros internacionais do setor.

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