A poucos anos do prazo final estabelecido pela Agenda 2030 das Nações Unidas, empresas, governos e organizações da sociedade civil são desafiados a acelerar a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nesse contexto, o Fórum Ambição 2030 retorna em sua quarta edição com a proposta de debater o papel estratégico do setor privado na construção de soluções para os desafios ambientais, sociais e econômicos do país.
Promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, o evento será realizado no dia 2 de junho, no Museu de Arte de São Paulo (MASP), reunindo cerca de 450 participantes, entre executivos, representantes do poder público, especialistas, acadêmicos e lideranças da sociedade civil.
A década da implementação
Com o tema “A Década da Implementação: Como as Empresas Estão Redesenhando o Futuro do Brasil”, o encontro busca destacar a necessidade de transformar compromissos ESG em ações concretas, capazes de gerar resultados mensuráveis para os negócios e para a sociedade.
A programação contará com palestras, painéis e debates voltados a temas considerados estratégicos para o futuro das organizações, incluindo transição energética, economia circular, financiamento sustentável, rastreabilidade nas cadeias produtivas, diversidade, inteligência artificial, ética corporativa, saúde mental e o futuro do trabalho.
Segundo Guilherme Xavier, diretor executivo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, o momento exige mais do que declarações de compromisso.
“O Fórum Ambição 2030 nasce da convicção de que o setor privado tem papel central na construção de soluções para os grandes desafios globais. Estamos entrando na fase mais crítica da Agenda 2030 e isso exige capacidade de implementação, colaboração e liderança”, afirma.
Sustentabilidade integrada ao negócio
Um dos principais objetivos do evento é demonstrar como a sustentabilidade pode deixar de ser um tema paralelo e passar a ocupar posição central na estratégia empresarial.
De acordo com os organizadores, a adoção de práticas sustentáveis deixou de ser apenas uma demanda reputacional e passou a representar uma questão de competitividade, inovação e geração de valor.
A proposta é apresentar casos práticos e experiências capazes de auxiliar empresas a incorporar critérios ambientais, sociais e de governança aos seus modelos de gestão, ampliando impactos positivos e fortalecendo a resiliência dos negócios.
Debate sobre os desafios do futuro
A edição de 2026 acontece em um cenário marcado por transformações globais relacionadas às mudanças climáticas, à transição energética e às novas exigências dos mercados consumidores e investidores.
Nesse contexto, o fórum pretende promover discussões sobre como as organizações podem contribuir para o desenvolvimento sustentável sem comprometer a competitividade econômica.
Entre os assuntos que estarão em pauta estão a descarbonização da economia, a proteção da biodiversidade, os direitos humanos nas cadeias produtivas, o combate à corrupção e o uso responsável de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial.
Além disso, o evento contará com a apresentação do relatório de resultados da iniciativa Ambição 2030, que mobiliza empresas em torno de metas relacionadas ao meio ambiente, integridade corporativa, trabalho decente e direitos humanos.
Brasil em posição estratégica
Para os organizadores, o Brasil possui papel relevante nas discussões globais sobre sustentabilidade devido à sua importância ambiental, energética e produtiva.
Temas como conservação da biodiversidade, agricultura sustentável, transição energética e desenvolvimento de soluções climáticas colocam o país em posição estratégica nos debates internacionais.
Segundo Mônica Gregori, diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, o momento exige cooperação entre diferentes setores da sociedade.
“Os desafios globais exigem soluções coletivas. O Fórum Ambição 2030 mostra que o setor privado brasileiro está disposto a atuar de forma colaborativa para acelerar os ODS e construir soluções concretas para os desafios do país”, destaca.
A expectativa é que o evento fortaleça o protagonismo das empresas brasileiras na implementação da Agenda 2030 e contribua para ampliar a adoção de práticas sustentáveis em diferentes setores da economia.