Yoorin celebra 60 anos olhando para o futuro

Em Poços de Caldas (MG), evento Regenera marca seis décadas de história e apresenta uma visão de longo prazo baseada em tecnologia, sustentabilidade, segurança nacional e construção de solos vivos.
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Em Poços de Caldas (MG), evento Regenera marca seis décadas de história e apresenta uma visão de longo prazo baseada em tecnologia, sustentabilidade, segurança nacional e construção de solos vivos.

A Yoorin comemorou 60 anos de história no dia 05 de agosto, em Poços de Caldas (MG), durante o Regenera. A celebração trouxe à tona uma trajetória construída a partir de um projeto de origem japonesa, da união com o Grupo Curimbaba e de uma visão que coloca tecnologia, sustentabilidade e regeneração dos solos no centro dos próximos anos da empresa.

Para Carol Curimbaba, diretora de marketing, completar seis décadas representa muito mais do que alcançar uma marca no calendário. É carregar uma herança e, ao mesmo tempo, receber a responsabilidade de construir o futuro. “É muito tempo e é uma herança que a gente carrega. É um presente, na verdade, que a gente recebe”, afirma.

Um sonho japonês em Poços de Caldas

A história da Yoorin começou há 60 anos a partir de um investimento do governo japonês junto ao grupo Mitsui. O objetivo era instalar no Brasil uma indústria de fertilizantes, e Poços de Caldas foi escolhida para receber o empreendimento.

A diretora destaca ainda a estrutura da fábrica, que, segundo ela, já apresentava há seis décadas características de circuito fechado e sustentabilidade, além de equipamentos de alta tecnologia. “A fábrica é muito linda de conhecer, porque vocês veem que há 60 anos eles já fizeram um circuito todo fechado, todo sustentável, com os equipamentos de mais alta tecnologia”, relata.

O encontro entre fósforo e potássio

A história da Yoorin também se cruzou com a trajetória do Grupo Curimbaba. A família de Carol tem origem em Poços de Caldas, e seu avô e bisavô possuíam jazidas de potássio na região há cerca de 60 anos.

Anos mais tarde, o Grupo Curimbaba adquiriu a Yoorin, então chamada Mitsui, criando uma união entre o fósforo produzido pela empresa e o potássio do grupo. Segundo Carol, a integração representou uma combinação de produtos de alta qualidade e sustentabilidade.

“Esse casamento foi perfeito. Fósforo premium de alta qualidade e sustentável com o nosso potássio também premium, de alta qualidade e sustentável. E foi aí que surgiu a Yoorin completa, que é hoje o que vemos aqui”, explica.

A união também aproximou duas empresas com histórias consolidadas. O Grupo Curimbaba, segundo Carol, possui cerca de 70 anos de trajetória.

Carol Curimbaba, diretora
de marketing do Grupo

Um propósito que atravessa gerações

A história empresarial está ligada também a uma filosofia familiar. Carol destaca a influência de seu avô, Sebastião Curimbaba, que continua acompanhando os negócios. Segundo ela, a preocupação com produtos saudáveis faz parte do propósito que ele defende. “Meu avô leva isso como propósito de vida. Ele só come alimento orgânico, tem 103 anos e toca o negócio ainda”, conta.

A visão é resumida por uma frase que, segundo Carol, representa aquilo que a família acredita: “A gente só quer ter produto saudável. É isso que o brasileiro merece”.

Potássio e terras raras

A região de Poços de Caldas também ocupa um lugar importante na história da empresa pela presença de potássio e terras raras. Carol explica que a região é de origem vulcânica e possui características relacionadas à presença desses recursos. Segundo ela, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, e a região de Poços de Caldas também conta com esse potencial.

A Yoorin trabalha com o potássio, enquanto outras empresas atuam com terras raras na região. Dentro desse cenário, o avô de Carol mantém uma relação particular com o mineral.

Carol afirma que o Grupo Curimbaba possui jazidas de mais de 40 bilhões de toneladas de potássio. O aproveitamento desses recursos, segundo ela, pode contribuir para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, que hoje está em cerca de 85% do fertilizante utilizado no nosso país. “Então, é uma questão de segurança nacional”, afirma a empresária.

Nesse cenário, a empresa pretende ampliar o foco em tecnologia e ir além da atuação como uma companhia de fertilizantes.

A tecnologia, segundo Carol, será fundamental para produzir mais, garantir resultados para o produtor e, ao mesmo tempo, manter responsabilidade e sustentabilidade.

A visão para 2050

Depois de seis décadas de história, a empresa começa a desenhar os próximos anos. Carol conta que a Yoorin apresentou o plano Yoorin 2050, com o objetivo de direcionar os diferentes públicos da companhia para uma mesma visão de futuro.

A estratégia começa dentro da própria empresa, com os funcionários. “A gente quer, em primeiro lugar, eles têm que vestir a camisa”, afirma.

O horizonte de 2050 também tem um significado pessoal para Carol. Ela tem três filhos pequenos e projeta que, naquele momento, eles estarão começando a assumir os negócios.

“Então, o que eu vou entregar para eles? Eu tenho que entregar algo melhor do que eu estou pegando e que eles tenham orgulho de continuar”, destaca.

Time Yoorin e homenageados no evento

Regenerar para produzir muito mais

A proposta de regeneração defendida pela Yoorin parte de uma mudança na relação entre produtividade e conservação do solo. Para Carol, produzir mais não significa necessariamente destruir o solo.

O caminho apontado é justamente o contrário: a produtividade de longo prazo depende de um solo vivo e saudável.

A regeneratividade é apresentada por ela como uma reprodução do equilíbrio biológico que a natureza oferece. “A gente fala que a regeneratividade é a reprodução do que o Papai do Céu (como conto para meus filhos) entregou para a gente. É esse equilíbrio biológico que vai entregar mais produtividade, além da maior proteção da natureza”, defende Carol.

O futuro começa no solo

A visão de longo prazo da Yoorin está diretamente ligada à capacidade de manter as lavouras produtivas ao longo do tempo.

A comemoração dos 60 anos, portanto, representa para a empresa um ponto de passagem entre uma história construída ao longo de décadas e um futuro planejado para 2050.

De um lado, a herança japonesa que deu origem à Yoorin e a união com o Grupo Curimbaba. Do outro, uma nova geração que começa a ser preparada para assumir o negócio e uma estratégia baseada em tecnologia, aproveitamento das jazidas de potássio, sustentabilidade e regeneração.

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